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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Hospital de Base de São José do Rio Preto realiza transplante de rim número 2.000; instituição o dobro de transplantes que média do Brasil

 

14/06/2024

O Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), que integra o segundo maior complexo hospitalar do Estado de São Paulo, realizou o transplante de rim de número 2.000, o que reforça a condição do Serviço como um dos principais e mais bem estruturados do Brasil.
Apenas 12 instituições de saúde chegaram a 2.000 procedimentos no Brasil, sendo que, destas, somente três são do interior do país – Rio Preto, Campinas e Blumenau (SC). “Mais do que um número, este número significa que salvamos e melhoramos muito a qualidade de vida destas milhares de pessoas, o que recompensa todo o empenho e profissionalismo de nossa equipe multiprofissional”, afirmou o médico nefrologista Mário Abbud Filho, diretor do Centro Interdepartamental de Transplantes de Órgãos e Tecidos (Cintrans) do Hospital de Base/Famerp.
O transplante de rim 2.000 foi realizado, no dia 25 de maio, em Jorselino Souza Santos, de 47 anos, morador de Rio Preto. Nesta quarta-feira (12 de junho), ele teve alta hospitalar.

Hospital de Base de Rio Preto realiza mais do que dobro de transplantes da média do Brasil

O Hospital de Base não se destaca nacionalmente apenas pelos 2.000 procedimentos. O Serviço realiza 56 transplantes de rim por milhão de habitantes, mais do que o dobro da média do país, de 23,8 procedimentos por milhão. No ano passado, a equipe do HB transplantou órgãos em 124 pacientes da região noroeste do Estado. “Se nossa região fosse um Estado, seríamos os primeiros do Brasil. E se fôssemos um país, estaríamos no mundo atrás apenas do Estados Unidos (78 transplantes por milhão) e Espanha (72/milhão)”, ressalta Dr. Mario Abbud Filho.
Com os 56 transplantes por milhão, Rio Preto também apresenta um resultado 30% maior do que a média do Estado de São Paulo, de 43 procedimentos/milhão, segundo o último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), de 2023.
O Serviço de Transplante possui equipe multidisciplinar completa, formada por nefrologistas, cirurgiões, equipe de enfermagem especializada, além de nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e profissionais de outras áreas do HB de Rio Preto, que integra o segundo maior complexo hospitalar do Estado de São Paulo.
Poucas instituições de saúde no Brasil dispõem da infraestrutura que permite ao HB realizar estes 2.000 procedimentos. O Serviço funciona na Unidade de Transplantes de Órgãos e Tecidos, que ocupa todo o 8° andar do Hospital de Base de Rio Preto, área total de 800m², reunindo 14 leitos para a recuperação dos pacientes após os transplantes.
Além de rim, o complexo formado pelo HB e Hospital da Criança e Maternidade (HCM) também realizam transplantes de fígado, córneas, medula óssea e coração infantil. Os transplantes de rim foram os primeiros a serem realizados na instituição em 1992. Nestes mais de 30 anos, o HB fez mais de 6.800 procedimentos.

Hospital de Base de Rio Preto integra o 2º maior complexo do Brasil

O Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto é o 2º maior hospital-escola do país em produção SUS, ligado à Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), uma das escolas de medicina públicas mais conceituadas do Estado de São Paulo. Com corpo clínico altamente qualificado e médicos reconhecidos nacionalmente, o HB se destaca pela alta tecnologia que oferece aos pacientes, dos quais, mais de 85% são do Sistema Único de Saúde (SUS).
O HB é uma das unidades da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), que reúne também o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), o Ambulatório de Especialidades, o Instituto do Câncer (ICA), o Hemocentro de Rio Preto e a unidade do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.
Em 2023, o HB realizou mais de 91 mil atendimentos, em 55 diferentes especialidades. A instituição conta com mais de 7.400 colaboradores, empenhados em oferecer um atendimento seguro, humanizado e individual à cada paciente. São mais de 570 médicos, 400 médicos residentes, 3.200 profissionais de enfermagem, além de 650 profissionais de outras especialidades da saúde, como fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, entre outros.
O HB possui 781 leitos, dos quais, 630 de enfermaria e 151 de UTI. Além disso, a instituição tem um dos maiores centros cirúrgicos do país, com 27 salas equipadas com alta tecnologia. Para comportar tamanha estrutura, o HB está localizado em um complexo hospitalar com mais de 100 mil m², na zona sul de Rio Preto, próximo a grandes rodovias que ligam às principais cidades dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.


A Cura D'Alma





quinta-feira, 13 de junho de 2024

Ministério da Saúde estima que cerca de 20 milhões de brasileiros sofram com asma

 

13/06/2024                        Dr. Mauro Zamboni

Pneumologista do Hospital Santa Teresa explica que fatores ambientais podem ajudar a desencadear crises

A asma é uma doença inflamatória da mucosa brônquica. Seu diagnóstico se baseia no quadro clínico, e deve ser confirmado através da Espirometria ou Prova de Função Respiratória. Há alguns sinais que sugerem o diagnóstico, como chiado no peito, falta de ar e aumento na secreção brônquica. A tosse e o aperto no peito também são sintomas comuns da doença.

Com o aumento da poluição urbana e a crescente preocupação com a qualidade do ar, a asma emerge como um desafio de saúde pública global. Esta condição respiratória crônica afeta milhões de pessoas em todo o mundo, de todas as idades. Neste cenário, a conscientização sobre a doença e a implementação de medidas preventivas tornam-se essenciais para melhorar a qualidade de vida dos afetados e reduzir sua carga global. O pneumologista do Hospital Santa Teresa, Dr. Mauro Zamboni, falou sobre a condição e seus desdobramentos.

“Os fatores ambientais têm papel importante como agentes desencadeantes da crise asmática.  São representados pela exposição à poeira, infecções virais, alérgenos como ácaros, pólen, pelo de animais, fumaça de cigarro, irritantes químicos e poluição ambiental. As mudanças climáticas, exercícios físicos vigorosos, estresse emocional e, até mesmo, alguns tipos de medicamentos também podem desencadear as crises”, esclarece o médico.

A identificação dos fatores de risco pode auxiliar na prevenção das crises. O controle do ambiente é importante para afastar o asmático dos potenciais agentes que desencadeiam as crises. A base para o tratamento da asma é o uso da associação de uma medicação anti-inflamatória – os corticosteroides e um broncodilatador, inalados.

“Uma crise de asma pode começar subitamente com chiado no peito, tosse e falta de ar. Outras vezes, pode surgir lentamente, com piora gradual dos sintomas. O tratamento da crise de asma depende de vários fatores, entre eles o mais importante é a intensidade. Na crise aguda e intensa o mais seguro é encaminhar o paciente para a emergência”, explica Dr. Mauro.

Os broncodilatadores têm como possíveis efeitos colaterais taquicardia, agitação, cefaleia e tremores finos das extremidades. Também podem causar tosse, rouquidão ou irritação na garganta.  Estes efeitos indesejados podem ser minimizados lavando-se bem a boca e gargarejando após o uso da medicação.

A doença não tem cura, mas é possível ter uma vida normal e manter um dia a dia comum e sem aborrecimentos causados por ela. É necessário, entretanto, atentar-se a alguns pontos para conservar a qualidade de vida.  Mudanças nos hábitos são armas contra a doença, como: não fumar, fazer exercícios físicos regulares, manter uma alimentação saudável e evitar a obesidade.

A remissão clínica e o controle da doença são os principais objetivos no seu tratamento. E quando ocorre observamos a diminuição dos sinais e sintomas já relacionados acima.  Os fatores de pior prognóstico, com menores chances de remissão, são a atopia, pais asmáticos, sintomas de início tardio, a presença de sibilos sem infecção das vias aéreas superiores e tabagismo passivo”, conta o especialista.


A Cura D'Alma






quarta-feira, 12 de junho de 2024

Hospital Universitário Cajuru reduz tempo de internação em 40% com IA

 

12/06/2024

Otimizar processos indica adotar práticas mais eficientes para alcançar melhores resultados. No Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), a implementação da inteligência artificial tem sido fundamental para reduzir o tempo de internação dos pacientes, assegurando todas as normas de segurança assistencial. A aplicação de uma ferramenta destinada à otimização dos processos tem contribuído para a rotina hospitalar, integrando dados de consulta médica, exames laboratoriais, procedimentos cirúrgicos e os prontuários completos dos pacientes.

Um ano após sua adoção, a média de permanência dos pacientes no hospital diminuiu de 6,6 para 4 dias, representando uma redução de quase 40%. “É uma grande redução de permanência. Quando a gente olha para o hospital, essa redução se traduz em eficiência operacional. Quando a gente olha para o paciente, oferecemos um desfecho mais rápido e, ao mesmo tempo, seguro, permitindo que ele retorne para casa mais cedo, beneficiando-se de um atendimento de mais qualidade”, avalia o coordenador do Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Cajuru e do Hospital São Marcelino Champagnat, José Arthur Brasil.


Um exemplo prático para compreensão do uso desta tecnologia: um paciente vai ao Pronto- Socorro com queixa de dor abdominal. O paciente é jovem, do sexo masculino, sem comorbidades e procura atendimento num dia de semana pela manhã. Ele é atendido por um médico clínico do PS. Utilizando a ferramenta de IA, é possível analisar a trajetória desse paciente e de outros com características semelhantes, não apenas em relação à queixa abdominal, mas considerando também seu histórico epidemiológico.

“O objetivo desse tipo de ação é entregar um cuidado mais individualizado e aprimorado. Ao examinar os procedimentos dentro do hospital, podemos entender as prescrições habituais de medicamentos e exames, o tempo que o paciente fica no hospital, o intervalo para um diagnóstico definitivo e o que esse atendimento desencadeia ao longo da jornada do paciente. Isso nos permite otimizar processos. Do ponto de vista do paciente, cada vez que eu olho para o processo e apresento melhoria, eu entrego um atendimento de saúde de maior valor. Além de otimizar os procedimentos internos, conseguimos prover um atendimento melhor, baseado em coleta histórica de dado”, conclui.

Medicina olho no olho

A Inteligência Artificial por vezes é vista como algo que pode prejudicar a interação humana. Exemplos práticos que indicam o oposto. O cardiologista que atua nos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Gustavo Lenci Marques, emprega ferramentas de IA que trazem maior conexão com os pacientes. Dentro do consultório, ele utiliza a inteligência artificial generativa. Enquanto o paciente relata seu histórico de saúde e suas queixas, a ferramenta de IA absorve essas informações e as converte em texto. Assim, o médico não necessita fazer os registros manualmente durante a consulta, possibilitando um atendimento mais atencioso e direto.

“Em vez de ficar olhando para o computador, o médico pode manter contato visual com o paciente. Em vez de digitar a receita, o médico fala com o paciente, explicando, por exemplo, que ‘você deverá tomar tantos miligramas deste medicamento, tantas vezes ao dia’. A ferramenta de IA, ouvindo, transcreve essas orientações em uma receita. Isso beneficia imensamente o paciente, pois eleva a qualidade do atendimento recebido. E o médico também é beneficiado, pois não perde tempo com as tarefas burocráticas. Esse processo torna o atendimento mais eficiente e fortalece a relação entre médico e paciente”, reflete o cardiologista.

Para o médico, a IA faz parte do presente e, segundo ele, será a grande responsável pela evolução na medicina. “Estamos presenciando uma nova revolução. Nos anos 1990 e 2000, experimentamos a revolução da internet. Atualmente, estamos na era da revolução da inteligência artificial. Muitas pessoas temem essa mudança, mas é essencial reconhecermos a IA como uma ferramenta que potencializa a ação do médico, servindo de suporte, e não de substituição. Esse é o foco do nosso trabalho”, conclui o especialista.

A Cura D'Alma




terça-feira, 11 de junho de 2024

Santa Casa de São Paulo lança plataforma de aprendizagem online

 

11/06/2024

UOL EdTech, empresa de tecnologia para educação do país, inicia parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, instituição referência em atendimento e em educação na área da saúde, para lançar sua plataforma de aprendizagem online.

A Santa Casa contará com a expertise da vertical de OPM do UOL EdTech para o projeto, que é composto por cursos de atualização médica e programas de aprimoramento, abrangendo temas como Hipertensão Arterial, Endometriose, Alzheimer e outros. Ao todo, são mais de 50 opções de estudo para médicos e profissionais da área da saúde.

“Essa nova parceria é mais uma iniciativa do UOL EdTech na sua missão de democratizar o acesso à educação de alta qualidade por meio da tecnologia. Estamos muito animados com esse projeto, que combina a tradição da Santa Casa com a nossa experiência em tecnologia para educação e excelência de aprendizagem online”, comenta Carolina Gatti, Diretora de Marketing de UOL EdTech.


Os cursos são na modalidade à distância e contam com parte prática, simulações imersivas de consultas, exames e cenários clínicos reais. A parceria marca a entrada de UOL Edtech na área da saúde, expandido ainda mais o seu alcance e oferta de qualificação profissional.

“Além de ser a nossa primeira parceria na área de saúde, o projeto vai levar para um mercado que demanda conhecimento, várias novidades em termos de Educação Médica à Distância, trazendo uma experiência de aprendizagem inédita e imersiva com toda a curadoria e mentoria de profissionais renomados da Santa Casa”, reforçou Marcelo Martinez, Diretor de Negócios do UOL EdTech

Saiba mais sobre a plataforma de aprendizagem online da Santa Casa com UOL EdTech aqui.

A Cura D'Alma





segunda-feira, 10 de junho de 2024

Casa de Saúde São José promove Semana Ambiental destacando práticas sustentáveis e impacto positivo

 

10/06/2024

Hospital anuncia a implantação do projeto de compostagem para o segundo semestre de 2024


Visando reforçar seu compromisso com a sustentabilidade e promover a conscientização sobre práticas ambientais responsáveis, a Casa de Saúde São José, hospital da Rede Santa Catarina, realiza a Semana Ambiental CSSJ entre os dias 24 e 26 de junho.

A escolha da atividade está relacionada ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado esse mês. O objetivo do evento é reforçar a importância da conscientização e da colaboração de todos para um mundo melhor. Na ocasião, serão promovidas uma série de atividades voltadas para colaboradores e comunidade, incluindo palestras, dinâmicas e ações práticas no ambiente hospitalar. Destaque para a palestra "Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na Vivência Hospitalar", ministrada por Giovana Inacio, Analista Ambiental do Hospital São José em Teresópolis, que também faz parte da Rede SC.

O Hospital localizado na zona sul do Rio de Janeiro compartilhou seus números referentes às práticas sustentáveis em 2023, evidenciando seu comprometimento com o meio ambiente. Ao longo do ano foram reciclados 44.830 kg de papelões e papéis, 6.837 kg de metais, 390 kg de plásticos, 440 litros de óleo de fritura (usado) e 550 kg de eletrônicos diversos. Ocorreu o início do fluxo de separação de resíduos orgânicos de cozinha, com a previsão de implantação do projeto de compostagem para o segundo semestre deste ano.

Além disso, houve uma redução significativa de 109.000 folhas de papéis consumidas, se comparado ao ano anterior. Também pensando na diminuição do uso de sacolas plásticas, a Casa de Saúde confeccionou e distribuiu 150 ecobags entre os novos colaboradores, oriundas do projeto das mantas de SMS, promovendo o reaproveitamento de materiais.


A Cura D'Alma





sexta-feira, 7 de junho de 2024

Unimed avança em projetos de sustentabilidade

 

07/06/2024

A Unimed tem aprimorado sua atuação relacionada à sustentabilidade e registrado avanços, sobretudo, com o Programa Carbono Neutro e o Selo ESG Unimed. Como maior cooperativa de saúde do mundo, a marca está presente em 90% dos municípios brasileiros, atuando em comunidades que têm sentido, em diferentes graus de intensidade, os impactos relacionados à degradação do meio ambiente, nos últimos anos.

A Unimed do Brasil, confederação que representa as 340 cooperativas médicas e empresas do Sistema Unimed, é signatária do Pacto Global da ONU, maior iniciativa de responsabilidade ambiental e social corporativa do mundo, e conduz os programas da marca, que é líder do setor de saúde suplementar, com 20 milhões de beneficiários. “As mudanças climáticas e os danos ambientais representam riscos para a saúde de todos nós. Por isso, a atuação pela preservação do meio ambiente é uma extensão natural da nossa vocação de cuidar da saúde e do bem-estar dos brasileiros. Estamos integrando cada vez mais práticas sustentáveis às nossas operações e adotando medidas que protejam e preservem o nosso planeta. Na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, renovamos o nosso compromisso com a sustentabilidade”, destaca o presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra Junior.

Omar Abujambra Junior presidente da Unimed do Brasil

Uma das metas da Unimed do Brasil é que, até 2030, todo o Sistema Unimed monitore indicadores de energia, água e efluentes, emissões, resíduos, conformidade ambiental e avaliação ambiental de fornecedores. As informações coletadas permitem avançar na aferição dos Gases de Efeito Estufa (GEE) emitidos.

Com base nas diretrizes do GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol, que é um padrão internacionalmente reconhecido para medir, gerenciar e relatar emissões de GEE), a Unimed do Brasil desenvolveu o Programa Carbono Neutro, que incentiva e prepara as cooperativas Unimed a mensurarem suas emissões de GEE para o estabelecimento de metas de redução, considerando as atividades administrativas e de prestação de serviços de saúde. Em 2023, a Unimed publicou o Manual do Programa Carbono Neutro, que oferece um passo a passo para a elaboração de inventários de GEE, utilizando a metodologia do GHG Protocol.

Outra iniciativa de destaque é a estruturação do Selo ESG Unimed, certificação que avalia a atuação e maturidade das cooperativas e de suas unidades, como os hospitais de rede própria, na agenda ESG. Baseado em padrões nacionais e internacionais, como ISEB3 e Pacto Global da ONU, o selo certifica as operadoras e suas unidades nas categorias Diamante, Ouro, Prata e Bronze. A primeira edição da nova certificação acontece neste ano e os detalhes foram apresentados durante o 4° Fórum Estratégico Unimed, evento que reuniu lideranças e colaboradores do Sistema Unimed de todo o país, em Florianópolis/SC, e contou com um painel sobre a necessidade de construção de sistemas de saúde resilientes perante as mudanças climáticas, além de um debate sobre como preparar as organizações para emergências e eventos extremos, como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul.

A Unimed do Brasil também tem realizado treinamentos relacionados a suas ações de sustentabilidade para todo o Sistema Unimed, que reúne cerca de 118 mil médicos cooperados (22% dos médicos em atividade no país) e 147 mil colaboradores. Ainda, a edição mais recente do Balanço Social do Sistema Unimed, relativa a 2022, mostrou que, durante aquele ano, as cooperativas Unimed destinaram R$ 23,2 milhões a iniciativas de gestão ambiental, adoção de tecnologias mais limpas, “compras verdes” e certificações.

A Cura D'Alma




quinta-feira, 6 de junho de 2024

Dia Nacional da Triagem Neonatal: o rastreamento precoce de doenças raras

06/06/2024
 

As doenças raras costumam ser crônicas e progressivas. Porém, o rastreamento precoce, por meio da Triagem Neonatal, somado ao diagnóstico e ao tratamento imediato, pode alterar a história natural da enfermidade. É por isso que mais de 25 associações de pacientes, sociedades médicas e autoridades públicas do Brasil se uniram para enviar um manifesto da Triagem Neonatal Ampliada para a Ministra da Saúde, Nísia Trindade. O documento reforça que, mesmo após três anos da publicação da lei 14.154/21, que estabeleceu a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Sistema Único de Saúde (SUS), capaz de identificar até 52 doenças em vez de 7, apenas o Distrito Federal tem a testagem completa e os estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraíba, Minas Gerais e Paraná iniciaram as fases de implementação da versão ampliada.

O Dia Nacional da Triagem Neonatal, instituído em 6 de junho, deveria ser uma data comemorada como uma das maiores conquistas do setor de saúde pública brasileiro. Não deixa de ser um marco, por ocasião da criação, em 2001, do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que tornou obrigatório por lei no Brasil o popular Teste do Pezinho. Porém, ainda há uma longa jornada a ser percorrida, já que os bebês não estão plenamente cobertos.


O Teste do Pezinho, na maioria dos estados brasileiros, conta com um rastreamento considerado básico, com a detecção de sete doenças potencialmente nocivas à saúde das crianças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.

Considerando a complexidade de incorporação das “novas” doenças na Triagem Neonatal, o Ministério da Saúde propôs um escalonamento em cinco fases de implementação. No entanto, segue sem estabelecer um cronograma de implementação das fases. O Universo Coletivo AME, a maior coalizão no Brasil pela causa da Atrofia Muscular Espinhal (AME), está entre as centenas de entidades que dialogam com o governo pedindo uma avaliação das reais necessidade e obstáculos à efetivação das fases 2, 3, 4 e 5 da Lei nº 14.154/21.

“Existe a necessidade de um processo de escuta ativa para que possamos acompanhar e contribuir com o processo de implementação da lei de expansão da Triagem. Uma lentidão injustificável, que pode comprometer muitas vidas”, enfatiza Aline Giuliani, membro do Universo Coletivo AME.

Hoje, segundo o Ministério da Saúde, 1 pessoa para cada 1.500 indivíduos é acometida por doença rara. Sendo assim, o Brasil tem cerca de 13 milhões de pessoas com enfermidades raras. “A Triagem Neonatal ampliada não pode ficar para o futuro”, finaliza Aline.

A Cura D'Alma