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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

InCor realiza primeira operação no mundo com dois corações para hipertensão pulmonar

 

22/11/2021


O InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) realizou cirurgia inédita no mundo para tratar a pressão alta no interior do pulmão de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) que necessitam de transplante de coração mas que não podem fazê-lo por causa exatamente da doença pulmonar. A nova técnica mostrou-se capaz de resgatar esses pacientes dessa condição que, em 100% dos casos, evolui para cuidados paliativos, sem qualquer alternativa terapêutica.

Primeiro paciente tratado com a técnica de dois corações do InCor, o professor universitário Lincon Paiva, de 55 anos, está desde o dia 5 de novembro se recuperando em casa, de onde ficou distante por mais de cinco meses. “Estou muito feliz de poder voltar para minha vida normal e daqui pra frente é poder recuperar e retomar minha vida”, disse.

A nova técnica do InCor consiste basicamente em utilizar um coração novo doado, para reverter a pressão alta pulmonar, enquanto o coração doente, que está mais apto a trabalhar com a sobrecarga da pressão alta do pulmão, dá suporte ao coração implantado.

Durante alguns meses, enquanto se processa a melhora da pressão pulmonar, o paciente vive com dois corações trabalhando simultânea e harmoniosamente, com batimentos cardíacos, pulsação e funções circulatórias específicas.

A técnica de utilização de dois corações conjugados já existe no mundo e é chamada de heterotópica. Usada em caráter permanente, essa técnica não tem bons resultados para a sobrevida dos pacientes que foram submetidos a ela.

“O que fizemos foi desenvolver uma variante técnica dessa cirurgia, de maneira que, num primeiro momento, o coração doado seja usado como terapia para a hipertensão pulmonar e, ao final, substitua o coração doente”, diz o Dr. Fábio Gaiotto, cirurgião cardiovascular que criou a técnica.

“O tratamento da hipertensão pulmonar é complexo. Em alguns casos, a única terapia possível é através de um ventrículo artificial, que é um equipamento de difícil acesso no mundo pelo seu alto custo. Por isso desenvolvi uma técnica que pode ser uma saída para esses pacientes e nós, como centro de pesquisa, conseguiremos ensiná-la para outros médicos no Brasil e no mundo”, afirma o cirurgião, que também é chefe da equipe cirúrgica de transplante de coração do InCor.

Vivendo com dois corações

Vítima de infarto em fevereiro de 2020, quando estava no auge do stress com seu trabalho de conclusão de Doutorado, Lincon teve que ser submetido à implantação de três stents em seu coração. A pandemia forçou a parada no tratamento e, quando retornou ao médico, descobriu que estava com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) grave nível 3, em uma escala em que a 4ª posição é considerada terminal. Nesse momento, o médico orientou tratamento com medicamentos e alertou sobre a possibilidade de, no futuro, ele vir a precisar de transplante. O futuro chegou muito mais rápido do que ele imaginava. O diagnosticado de hipertensão pulmonar associada à ICC piorou seu estado de saúde, até que em 7 de junho ele teve que ser internado no InCor.

A hipertensão nos pulmões é uma doença grave, que costuma acometer pacientes jovens, com idade entre 40 e 50 anos, e que acarreta alta mortalidade – mais de 50% dos pacientes morrem ao cabo de dois anos e meio, se não forem tratados. Quando está associada à insuficiência cardíaca grave, que demanda transplante de coração como terapia de sobrevida, ela é ainda mais agressiva, a ponto de ser um fator de contraindicação para a cirurgia.

Era exatamente essa a situação que se encontrava Lincon, quando soube que o Dr. Fábio Gaiotto estava pronto para experimentar uma nova técnica para salvar pacientes na condição em que ele estava.

Em julho deste ano, ele fez a primeira etapa da cirurgia de dois corações e, em outubro, a segunda fase em que seu coração doente foi removido.

“Você vai progredindo (após a cirurgia) e vai entendendo, até que percebe que está com dois corações mesmo. A primeira vez que eu vi o ecocardiograma, vi os dois corações batendo. Aquilo era muito impressionante não só pra mim, mas para maioria dos médicos, enfermeiros, equipe de exames laboratoriais”, afirma o paciente.

Lincon respondeu tão bem ao tratamento que já com três meses da primeira etapa (frente aos seis meses previstos na pesquisa), a pressão interna do seu pulmão estava normalizada, dando sinal verde para a realização da segunda fase do tratamento.


Gaiotto trabalhou durante três anos no desenvolvimento da técnica inovadora, realizada em caráter de pesquisa clínica pelo InCor. A técnica tem duas etapas. Na primeira, acontece a implantação de um novo coração sadio de doador, de forma heterotópica, ou seja, na posição contrária à do coração nativo, no tórax do paciente.

O novo coração é conectado tanto em artérias quanto em partes do coração antigo. Sua função, no novo sistema de tratamento, é auxiliar na diminuição da pressão arterial no pulmão doente, de forma semelhante ao que costuma acontecer com os ventrículos artificiais de última geração. O coração doente também sofre alterações de fluxo, para se adaptar ao novo sistema e facilitar as manobras da segunda cirurgia.

O protocolo prevê que depois de seis meses do funcionamento ordenado dos dois corações, a pressão pulmonar está normalizada. Nesse momento, entra em ação a segunda etapa da técnica, chamada de “autotransplante”, que é a mais difícil e complexa.

Trata-se de retirar o coração doente, colocando o coração sadio doado na posição normal, que antes era ocupada pelo coração que foi retirado. Essa manobra exige uma rotação de 180 graus do órgão para coloca-lo na nova posição, além de costuras cirúrgicas de suas artérias e veias, de maneira a restabelecer o fluxo natural da circulação cardiopulmonar.

Desse momento em diante, o paciente passa a ter a vida normal de uma pessoa com o coração transplantado. Nessa condição, ele salta de uma expectativa de vida de três meses para uma que pode chegar a mais de 20 anos com boa qualidade, diz o Dr. Gaiotto.

“O Lincon teve a confiança de ser o primeiro a participar dessa cirurgia, e seu quadro evoluiu tão bem que pudemos dar alta para ele, com a expectativa de que a sua recuperação o leve a retomar aos poucos suas atividades físicas, sociais e de trabalho”, diz o médico.

“Optando pelo coração mecânico, eu optaria somente por me ajudar. Porém dentro desse novo protocolo de cirurgia, eu sabia que eu poderia ajudar outras pessoas nas mesmas condições que eu. Então isso pesou muito na minha decisão”, relembra Lincon.



domingo, 21 de novembro de 2021

Pfizer e AMIB colocam “Poder na Palma da Mão” da população com ações de conscientização sobre resistência bacteriana

 

19/11/2021


Para incentivar boas práticas que ajudam na prevenção e no combate à resistência bacteriana, a Pfizer Brasil e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) irão mostrar como a sociedade tem “O Poder Na Palma da Mão” em duas intervenções urbanas que acontecerão em São Paulo e em Brasília no mês de novembro.

Durante a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos, de 18 a 24 deste mês, a avenida Paulista será ocupada por bactérias gigantes infláveis, entre a rua da Consolação e a avenida Brigadeiro Luís Antônio. De forma educativa, bactérias resistentes gigantes serão instaladas sobre bancas.

Já, entre os dias 19 e 21 de novembro, as bactérias multirresistentes desembarcarão no Pontão do Lago Sul, em Brasília. No local, uma cortina d’água será palco de uma projeção educativa de luzes, sons e cores para chamar a atenção do público sobre o uso consciente de antibióticos. A projeção poderá ser acompanhada pelos visitantes a partir do entardecer. Em ambas as cidades, as intervenções ainda terão painéis informativos, alertando sobre a resistência bacteriana e redirecionando o público para o hotsite da campanha www.pfizer.com.br/opodernapalmadamao.

“A pandemia da Covid-19 reforçou a necessidade de ação urgente e abrangente para ajudar a prevenir e a combater a propagação de doenças infecciosas. Também nos mostrou que gestos simples como lavar a mão e cumprir corretamente o calendário vacinal têm um grande impacto em saúde pública. Precisamos usar isso como aprendizado também para o que a resistência bacteriana representa. São atitudes simples e acessíveis; o poder está realmente na palma das nossas mãos, explica Márjori Dulcine, Diretora Médica da Pfizer Brasil.

Resistência bacteriana

Lavar as mãos regularmente, manter a vacinação em dia e usar antibióticos conforme prescrito pelo médico são medidas de segurança para combater uma das maiores ameaças à saúde global: a resistência bacteriana, condição em que micro-organismos resistem à ação de antibióticos[i]. Em todo o mundo, ela é responsável pela morte de 700 mil pessoas por ano[ii]. E, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, mais de 10 milhões de mortes serão causadas por bactérias resistentes, mais do que as provocadas atualmente pelo câncer, caso não haja medidas de conscientização para evitar o surgimento e a disseminação de resistência aos antibióticos2. Apesar disso, é baixo o conhecimento da população sobre o assunto[iii].

Medicamentos como os antibióticos estão entre os recursos médicos mais importantes que o mundo já conheceu[iv]. Essas medicações mudaram drasticamente a medicina moderna e aumentaram a expectativa de vida média do ser humano em 23 anos[v]. De forma alarmante, no entanto, os antibióticos estão perdendo sua eficácia, porque as bactérias mudam e encontram maneiras de resistir aos seus efeitos, sobrevivendo e se multiplicando2.

“A resistência bacteriana preocupa a comunidade médica, porque está relacionada a consequências de forte impacto para os sistemas de saúde e a vida dos pacientes e suas famílias, tais como o aumento do tempo de permanência em hospitais, a dificuldade para enfrentar enfermidades para as quais já havia tratamentos estabelecidos e, consequentemente, o crescimento da mortalidade”, reforça Márjori Dulcine.

Apesar disso, uma pesquisa realizada pela Sepsis Alliance4 em março deste ano com entrevistados de cinco países, incluindo o Brasil, apontou que a conscientização sobre o assunto ainda é baixa. Embora 52% tenham declarado ter prévio conhecimento sobre o tema, 32% disseram que não sabem o que são bactérias resistentes e menos da metade das pessoas ouvidas não consegue descrever a ação delas no organismo humano. No entanto, quando bem informados, 85% indicam que estão preocupados com a resistência bacteriana e 73% reconhecem a responsabilidade individual para ajudar a prevenir e a combater as bactérias multirresistentes.

Conscientização sobre boas práticas – O Poder Na Palma da Mão:

·         São Paulo

Local: avenida Paulista, entre a rua da Consolação e avenida Brigadeiro Luís Antônio

Data: 18 a 24 de novembro

·         Brasília

Local: Pontão do Lago Sul

Data: 19 a 21 de novembro

Horário: a partir do entardecer

A programação poderá ser acompanhada na landing page da campanha www.pfizer.com.br/napalmadamao nas redes sociais da Pfizer Brasil no Instagram (@pfizerbrasil) e no Facebook (Facebook.com/PfizerBrasil) e no Instragram da AMIB (@amib_oficial).

Referências:

[i] World Health Organization (WHO). Antibiotic resistance key facts. Disponível em: www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/antibiotic-resistance. Acessado em: Setembro 2021

[ii] Review on Antimicrobial Resistance. Tackling drug-resistant infections globally: final report and recommendations. May 2016. Disponível em: amr-review.org/sites/default/files/160525_Final%20paper_with%20cover.pdf. Acessado em: Setembro 2021

[iii] Sepsis Alliance. Global perception of antimicrobial resistance (AMR) March 2021. Disponível em: ww1.prweb.com/prfiles/2021/03/25/17826118/AMR%20Public%20Global%20Summary%20Report%20FINAL.pdf. Acessado em: Setembro 2021.

[iv] Review on Antimicrobial Resistance. Tackling a crisis for the health and wealth of nations. December 2014. Disponível em: amr-review.org/sites/default/files/AMR%20Review%20Paper%20-%20Tackling%20a%20crisis%20for%20the%20health%20and%20wealth%20of%20nations_1.pdf. Acessado em: Setembro 2021.

[v] Hutchings MI, Truman AW, Wilkinson B. Antibiotics: past, present and future. Curr. Opin. Microbiol. 2019;51:72-80

sábado, 20 de novembro de 2021

Docentes das universidades de Harvard e Coimbra trazem perspectivas sobre inovação e segurança de dados na saúde

 

19/11/2021



A capital federal recebe nos dias 1, 2 e 3 de dezembro o 24º Congresso Internacional UNIDAS, para debater os desafios da saúde coletiva no segmento suplementar. Em formato híbrido e aberto ao público, o evento promovido pela União Nacional da Instituições de Autogestão em Saúde será realizado no CICB – Centro Internacional de Convenções do Brasil. Neste ano, a programação conta com dois grandes nomes internacionais: o professor Robert Janett, da Harvard Medical School e Carla Barbosa, professora da Universidade de Coimbra.

As apresentações realizadas no dia 2 de dezembro trarão uma discussão atual e de extrema importância para saúde no Brasil e no mundo. Janett abordará o tema ‘Inovação na construção de valor em saúde: mudança de modelos e busca de soluções integradas’ no primeiro painel do dia, com o debate agendado das 9h30 às 11h30. Já a professora portuguesa, especialista em dados, falará sobre o tema ‘Privacidade e gerenciamento de identidade e segurança da informação’, no quarto painel da programação, que acontecerá das 14h30 às 16h.

“Quero apresentar o ponto de equilíbrio que deve existir na saúde, quando falamos de privacidade e dados pessoais. Em minha perspectiva, isso não tem sido alcançado na maioria dos casos”, diz a docente Carla Barbosa. De acordo com ela, a atualidade demonstra que a prestação de cuidados de saúde está cada vez mais complexa, dependendo de vários recursos humanos e de muitos programas informatizados.

“Se por um lado a complexidade nos traz garantias e segurança; por outro, também proporciona diversos riscos quanto à privacidade e aos dados pessoais dos pacientes”, destaca a especialista. Pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), informações sobre saúde são considerados dados sensíveis e estão sujeitos a condições de tratamento específicas.

Para conferir as informações completas dos palestrantes e paineis, clique aqui.

Presencial

O evento seguirá todos os protocolos sanitários exigidos pelas autoridades de saúde, com número limitado de participantes. O ingresso no CICB exigirá dos presentes o certificado de vacinação e o uso de máscaras. A organização também disponibilizará totens com álcool em gel. Quem optar por acompanhar o evento presencialmente terá uma experiência diferenciada, com a presença de expositores e pitchs especiais com healthtechs.

Virtual

Para o público remoto, a plataforma digital oferecerá múltiplas experiências e engajamento, aliados a muito conteúdo. As inscrições são ilimitadas e 100% gratuitas para filiadas.

E mais: possibilidade de assistir todo o conteúdo científico a qualquer momento, em qualquer dispositivo eletrônico, por meio da plataforma do evento. Mais de 20 horas de carga horária em seu certificado de participação.

Palestrantes internacionais e nacionais são os destaques – O 24º Congresso UNIDAS reunirá um time de especialistas que debaterá assuntos como: potencialidades e oportunidades para os planos de saúde, o futuro da saúde no mundo, ESG e o futuro dos negócios, inovação na construção de valor em saúde, legislação da saúde suplementar e privacidade e gerenciamento de dados e o papel da segurança da informação.

Entre os palestrantes internacionais, destaque para Robert Janett, professor da Harvard Medical School (EUA), e Carla Barbosa, professora da Universidade de Coimbra (Portugal).

Também terão os executivos de destaque como Manoel Peres (presidente da Bradesco Saúde), Gustavo Glasser (CEO da Carambola), Adriana Ventura (Deputada Federal), Marcela Ungarretti (especialista em ESG da XP Inc), entre outros especialistas do setor. Para conferir as informações completas dos palestrantes e painéis, clique aqui. O evento contará com palestras patrocinadas no primeiro dia, antes da abertura oficial.

Startups – Quem participar presencialmente do 24º Congresso UNIDAS poderá acompanhar pitchs de seis startups do segmento de healthcare. São elas: Blendus, Camedics, Carefy, ConectGen, Hcentrix e Sleep Up. “Nossa ideia, ao criar o lounge de startups, foi aproximar o público de gestores das autogestões desse ecossistema. Queremos mostrar todas as soluções tecnológicas e tendências que movimentam esse mercado”, destaca o presidente da UNIDAS. “O pitch é uma oportunidade única tanto para as healthcares participantes quanto para os gestores presentes”, finaliza.

24º Congresso Internacional UNIDAS

A UNIDAS – Autogestão em Saúde convida a todos para refletir e debater os desafios e o futuro da Saúde Suplementar no seu 24° Congresso Internacional. A ideia é continuar interagindo com as autogestões e empresas do setor de forma inclusiva, levando conteúdo e discussões para diferentes públicos. É uma imersão à tecnologia e à interatividade. A participação presencial seguirá todos os protocolos sanitários. Para o público remoto, a plataforma digital oferecerá múltiplas e únicas experiências, engajamento, aliados a diversos conteúdos, relacionamento e network entre participantes e patrocinadores.

A programação contará com temas relevantes pautados nos desafios, potencialidades e oportunidades da saúde suplementar, na transformação digital e no novo protagonismo sustentável, orquestrada por palestrantes renomados, que promoverão debates enriquecedores com executivos de instituições filiadas e não filiadas à UNIDAS.

Neste ano, os participantes que estiverem no presencial poderão interagir na 7ª Expo UNIDAS, que promoverá networking entre congressistas e expositores. Trata-se de uma oportunidade única para divulgação e fomento de negócios no evento que já se tornou referência no sistema de saúde brasileiro.

Informações e inscrições: www.24congresso.unidas.org.br

Vagas limitadas. Aberto ao público.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

PROADI-SUS oferece 50 cursos online gratuitos para profissionais de saúde de todo o país

 

18/11/2021


Por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e em parceria com o Ministério da Saúde, o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), está com inscrições abertas para 50 cursos de qualificação voltados aos profissionais da área da saúde. As aulas na modalidade EaD são gratuitas e fazem parte de cinco projetos que a instituição conduz pelo PROADI-SUS – os períodos de inscrição variam de dezembro deste ano a dezembro de 2023. Os temas abordados são voltados à ética em pesquisa com seres humanos, compreensão de diretrizes assistenciais, segurança do paciente na assistência farmacêutica, medidas de inspeção em comunidades terapêuticas e práticas em serviços de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica.

Conheças as iniciativas que oferecem as qualificações:

·         TeleUTI (Pediátrica): disponível até dezembro de 2021

Com o objetivo de utilizar a telemedicina para discussão de casos clínicos, educação a distância e treinamentos em Unidades de Terapia Intensiva, visando a sistematização do atendimento, qualificação do cuidado e redução de riscos inerentes à assistência aos pacientes críticos, o projeto TeleUTI oferece cinco cursos online sobre Suporte Básico e Avançado de vida em Pediatria, Avaliação da dor e Recomendações para Prevenção de IPCS.

Duração: De 2h a 4h.

Público-alvo: Profissionais de saúde que atuam em Unidades de Terapia Intensiva Pediátricas.

·         Paciente Seguro: disponível até março de 2022

Visando implantar e qualificar o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) em instituições de saúde do Brasil, o projeto Paciente Seguro disponibiliza 11 cursos abordando Segurança do Paciente, Gestão de Riscos, Liderança e Trabalho em Equipe. Os cursos sobre Modelo de Melhoria, são os primeiros deste formato produzidos por especialistas nacionais e dentro do contexto brasileiro.

Duração: De 1h a 6h.

Público-alvo: Profissionais clínicos e não-clínicos da área da saúde, graduados em nível superior que desenvolvam ações de melhoria contínua na promoção da segurança do paciente.

·         EAD ANVISA: disponível até dezembro de 2021

Em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Hospital Moinhos de Vento disponibiliza 17 ferramentas educacionais com acesso a diretrizes que embasam as práticas de excelência de funcionamento dos serviços de saúde no país. O intuito das capacitações é orientar como devem funcionar os serviços de assistência médica tendo como base as medidas regulatórias propostas pela ANVISA, além de fornecer ao profissional total domínio da aplicabilidade das normas, portarias e resoluções que norteiam as inspeções nos diversos estabelecimentos de saúde do país.

Duração: De 4h a 6h.

Público-alvo: Profissionais assistenciais e não-assistenciais que atuam com controle de infecções ou controle do uso de antimicrobianos; profissionais que atuem no processo de inspeção de serviços de saúde, públicos e privados.

·         Qualificação dos Comitês de Ética em Pesquisa (Qualificação CEPs): disponível até dezembro de 2021

O projeto, elaborado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), em conjunto com o Ministério da Saúde e Hospital Moinhos de Vento, disponibiliza 13 cursos autoinstrucionais com o intuito de educar e promover o conhecimento do sistema de acompanhamento das pesquisas, composto por Comitês de Ética e Pesquisa e a Conep. O objetivo é melhorar o trabalho administrativo e a celeridade da análise ética dos CEPs para, no final, fortalecer a proteção dos participantes da pesquisa.

Duração: De 2h a 3h.

Público-alvo: Coordenadores, membros, funcionários administrativos dos CEPs e demais usuários do sistema CEP/Conep.

·         Diretrizes clínico-assistenciais: disponível até novembro e dezembro/2023

O desenvolvimento de diretrizes clínico-assistenciais para o processo de atendimento em saúde é essencial para uma melhor qualidade e para a padronização de rotinas médicas, além de uniformizar os procedimentos pode aperfeiçoar os cuidados de saúde e aos pacientes e melhorar a alocação de recursos na área. Para apoiar o SUS na formulação dessas diretrizes, a iniciativa oferece dois cursos de capacitação: um deles focado no desenvolvimento de diretrizes clínico-assistenciais e o outro é o Sistema GRADE (Graduação da certeza da evidência). Ambas as qualificações têm como objetivo disseminar o conhecimento e gerar recomendações para uma melhor qualidade do sistema público de saúde, com foco especial em diretrizes ao Ministério da Saúde.

O primeiro curso tem como intuito a capacitação de profissionais de saúde para a compreensão do panorama dessa temática no país, bem como avaliar criticamente os processos, desenvolver e aperfeiçoar as diretrizes existentes, incluindo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Já o curso do Sistema GRADE tem como objetivo apresentar a importância do sistema para a avaliação de certeza da evidência em diretrizes, abordando as revisões sistemáticas e avaliações tecnológicas em saúde para a tomada de decisão, além de transpor informações contidas em revisões sistemáticas paras as tabelas de sumário e perfil das evidências.

Duração: 20h.

Público-alvo: Profissionais com conhecimento em revisão sistemática ou avaliação de tecnologias em saúde, que estejam envolvidos em atividades da REBRATS ou CONITEC, incluindo membros de NATS e servidores do Ministério da Saúde. Acadêmicos, profissionais que trabalham com a temática diretrizes e ATS, gestores e público científico que se relaciona com a área.

Informações: edx.hospitalmoinhos.org.br

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Hospital Angelina Caron recebe inscrições para seleção de médicos residentes

 

17/11/2021


Referência em procedimentos de alta complexidade há 38 anos, com estrutura de ponta e mais de 400 mil atendimentos todos os anos, o Hospital Angelina Caron (HAC), em Campina Grande do Sul (PR), está com vagas abertas para o processo seletivo de residência médica. Essa é uma oportunidade para acadêmicos que estão concluindo o curso de Medicina realizarem sua residência em um ambiente moderno e de referência no estado e no país. O formulário de inscrição e o edital estão disponíveis no site.

As inscrições vão até 19 de novembro e podem se candidatar estudantes do último semestre do curso de Medicina, credenciado e autorizado pelo Ministério da Educação, que pretendem cursar residência médica em uma especialidade (sem pré-requisito), além de médicos formados em busca de residência médica em uma especialidade (com ou sem pré-requisito). 

Somente serão aceitos pré-requisitos cumpridos em programas de residência médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica, conforme Resolução CNRM Nº 02 /2006, ou médicos brasileiros ou de outra nacionalidade, formados em outros países que tenham diploma revalidado conforme a Resolução CFM n° 1.832/2008.

Edital e inscrições: residencia.angelinacaron.com.br/curso.asp?id=6

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Artigo – Como a conectividade pode beneficiar a engenharia clínica


17/11/2021

Vivemos em um mundo cada vez mais conectado e, nos hospitais, a conectividade emerge como um elemento tão importante quanto os equipamentos e sistemas utilizados no atendimento clínico.

Porém, o conceito de hospital inteligente vai muito além do uso das plataformas de gestão em telemedicina para o cuidado à distância do paciente, das cirurgias realizadas com o apoio de robôs, da aplicação da inteligência artificial para suporte à decisão clínica e do atendimento informatizado ao paciente.

Tudo o que não está visível aos olhos também pode ser beneficiado dessa inteligência. É o caso da área de engenharia clínica, que tem uma grande importância dentro de um hospital, pois é responsável por  gerenciar e manter o parque tecnológico de unidades hospitalares, ou seja, garantir que todas essas tecnologias utilizadas no atendimento funcionem perfeitamente.

Isso porque não estamos falando só de um ambiente bem equipado com tecnologia de ponta, mas de tudo o que está por trás. Todos os sistemas que suportam essa estrutura precisam ser integrados, trabalhando em conjunto e de forma dinâmica para que as tecnologias sejam utilizadas com seu máximo potencial e possam aumentar a segurança do paciente.

Em alguns casos, o paciente não percebe diretamente essas vantagens proporcionadas, já que muitos dos processos ocorrem internamente ou na infraestrutura do setor.  Aliás, esse é o principal objetivo: que tudo ocorra da maneira mais imperceptível possível. Porém, é notável o avanço e o aumento de performance de um estabelecimento cada vez mais conectado.

Isso inclui desde casos simples, como a infraestrutura de ar-condicionado, ventilação, passando por criticidades moderadas, como controles de temperaturas em câmaras de conservação, ruídos,  até aspectos críticos como sistemas de energia, água, controle de gases, entre outros. Falhas em quaisquer um desses sistemas podem ser literalmente fatais e provocar danos irreversíveis, inclusive à vida dos pacientes.

Porém, segundo a consultoria Gartner, apenas 52% dos hospitais locais têm um plano de destreza digital, com estratégias efetivas para o uso da tecnologia no dia a dia. Ou seja, a conectividade ainda não é efetivamente aplicada na prática, em especial na área de engenharia clínica.

O processo ainda é tradicional e manual na maioria dos hospitais. Equipes são responsáveis por fazer o monitoramento dos sinais vitais de todos os equipamentos e de toda a infraestrutura. Uma ronda é feita de tempos em tempos e anotações são realizadas manualmente. Este processo, além de moroso, está obviamente sujeito às falhas humanas, imprevistos, atrasos e uma série de outras intercorrências que podem acontecer no meio do caminho.

A IoT (Internet Of Things) emerge como uma excelente alternativa. Com ela, é possível ter mais clara a ideia de onde atuar e também reduzir as manutenções corretivas e, em contrapartida, ampliar as manutenções preventivas. Isso porque, com o uso de sensores que coletam dados nos equipamentos e trazem para uma plataforma, é possível prever qualquer problema.

A boa notícia é que, mais do que uma tendência, essa tecnologia tem ficado cada vez mais acessível, do ponto de vista financeiro. Tais soluções podem ser contratadas como serviço, com um CAPEX muito baixo e baseadas em OPEX. Ou seja, o céu é o limite.

Em suma, quando falamos de um hospital inteligente, estamos falando de sistemas, programas e equipamentos operando em rede, sem falhas ou interrupções, que trazem às instituições de saúde maior foco em eficiência, agilidade, otimizando a rotina, e garantindo mais segurança na operação, economia, e, claro, redução de custos.



Marcelo Fanganiello é diretor de GetConnect, divisão de Telemedicina, Integração e Conectividade da Oxy System, que desenvolve plataformas de gestão em saúde, integrando ferramentas tecnológicas de ponta e projetos de telemedicina para o mercado, priorizando a humanização

 

 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Hospital Estadual de Bauru lança site com memórias da pandemia


 

12/11/2021

“Corremos tanto, percorremos um longo caminho, sempre olhando para o paciente que estava sob nossos cuidados, e, de repente, paramos um pouquinho, olhamos para trás e enxergamos que uma jornada imensa, cansativa e difícil foi percorrida, com perdas irreparáveis, mas também com muitas vidas salvas por nossas mãos”, suspira com certa dose de alívio a médica Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, diretora executiva do Hospital Estadual de Bauru (SP). A unidade estadual de saúde sob gestão da Famesp completou 19 anos de fundação em 11 de novembro. Para a gestora, o lançamento de um portal para reunir e retratar essas histórias em textos, fotos e vídeos, é uma forma de reconhecer e homenagear o importante trabalho dos gestores, profissionais da saúde, pessoas e empresas que estiveram envolvidos direta ou indiretamente no combate à Covid-19. “Nossos funcionários foram capazes de seguir em frente e superaram muitas adversidades, e as empresas e pessoas voluntárias, com suporte em doações, serviços e mão de obra, mostraram o que é a solidariedade na prática, e o site é uma forma de perpetuar esses feitos históricos e homenagear os envolvidos”, comenta.

O site narrativascovid.famesp.org.br  reúne depoimentos em vídeos e textos de 17 gestores integrantes do grupo de enfrentamento, além dos inúmeros relatos. O Comitê de Resposta Rápida à Covid-19 foi criado no Hospital Estadual antes mesmo de a pandemia chegar ao país. O acervo digital online também traz a vivência e sentimentos dos profissionais da saúde na linha de frente, mostra as transformações pelas quais o hospital passou nas várias fases da pandemia e a estrutura de capacitação, atendimento, amparo e respaldo psicológico montada para os trabalhadores. A história sobre as mudanças e adequações na relação entre profissionais da saúde, pacientes e familiares também está registrada. “Aliados” é o título do menu que destaca o papel essencial dos voluntários em cada batalha. O desenvolvimento do portal é da empresa 2RS – Criação de Sites, Lojas Virtuais e Apps.

Programação de Aniversário 

Além do lançamento do portal de narrativas da Covid-19, outras ações integram o calendário comemorativo do Hospital Estadual de Bauru. A Comissão de Eventos da unidade promoveu almoço especial com bolo de aniversário de sobremesa para trabalhadores, contratados e terceirizados, para marcar a data de aniversário, 11 de novembro, e uma escadaria da área externa foi toda decorada com cores e palavras inspiradoras. No dia 26, o programa “Famesp entrevista” da TV Unesp recebe a diretora executiva do HEB, Deborah Rosa, para um bate-papo sobre o aniversário do hospital e ações realizadas na unidade. No dia 27/11 haverá inauguração da obra do Centro de Convivência Familiar do HEB, em parceria com a Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC), e no dia seguinte, 28/11, domingo, acontece o 1º Pedal solidário do HEB, aberto à população.