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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Hospital Santa Isabel atinge a marca de 300 cirurgias robóticas em Blumenau


 18/02/2022


Nesta semana, o Hospital Santa Isabel, de Blumenau (SC), alcançou a marca de 300 cirurgias robóticas realizadas na instituição. Pertencente à Rede Santa Catarina, o HSI é a primeira unidade hospitalar catarinense a contar com a cirurgia robótica entre suas especialidades. Os principais procedimentos realizados pelo robô-cirurgião da Vinci SI no Hospital Santa Isabel são de urologia, cirurgia geral e ginecologia, além de procedimentos de cirurgia digestiva, cirurgia torácica, cirurgia de cabeça e pescoço e procedimentos complexos de hérnias de parede abdominal. A instituição conta com 37 cirurgiões credenciados das cidades de Blumenau, Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Rio do Sul e Tubarão.

De acordo com Clovis Darolt, Enfermeiro Coordenador do Programa de Cirurgia Robótica do Hospital Santa Isabel, alcançar essa marca é muito importante: “Isso mostra o compromisso da Rede Santa Catarina e do Hospital Santa Isabel com um atendimento humanizado, diferenciado e de qualidade para toda a sociedade”. Segundo ele, é o compromisso dos profissionais envolvidos na cirurgia robótica que faz a diferença.

Para atuar no Programa de Cirurgia Robótica, toda equipe é capacitada para manuseio do equipamento. A principal vantagem do robô é a precisão das pinças robóticas controladas pelo cirurgião, que realizam movimentos de 360 graus, mais precisos e com melhor ergonomia. Para o paciente, uma cirurgia robótica resulta em menos tempo de internação, menor sangramento e menos dor no pós-operatório, além de pouca cicatriz cirúrgica. O Programa de Cirurgia Robótica do Hospital Santa Isabel começou em 22 de julho de 2019, com um procedimento de endometriose numa paciente de 32 anos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Bactérias do útero podem determinar chance de engravidar com fertilização in vitro


 15/02/2022


As chances de sucesso no tratamento de fertilização in vitro (FIV) podem estar associadas com a composição do microbioma do endométrio das pacientes inférteis. As pacientes que apresentavam as bactérias Atopobium, Bifidobacterium, Chryseobacterium, Gardnerella, Haemophilus, Klebsiella, Neisseria, Staphylococcus e Streptococcus não conseguiram engravidar. Por sua vez, as pacientes com microbioma dominado por Lactobacillus conseguiram engravidar a longo prazo. A descoberta, liderada por pesquisadores da Fundação Igenomix, foi publicada em janeiro na revista científica Microbiome.

Desde o início da pesquisa sobre o papel das bactérias no sistema reprodutivo feminino, os autores já observavam piores desfechos reprodutivos em pacientes inférteis com microbioma alterado. O objetivo então foi determinar se a composição desse microbioma antes da transferência de embriões nos tratamentos de Fertilização in vitro estava associada aos desfechos reprodutivos dos nascidos vivos, gravidez bioquímica, aborto clínico ou ausência de gravidez.

O estudo mostrou que as pacientes que apresentaram um perfil alterado de microbioma endometrial não tiveram um desfecho positivo. Por outro lado, aquelas que apresentaram um microbioma composto de Lactobacillus, conseguiram engravidar. “Estes achados indicam que a composição do microbioma endometrial antes da transferência de embriões é um biomarcador útil para prever o resultado reprodutivo, oferecendo a oportunidade de melhorar ainda mais as estratégias de diagnóstico e tratamento”, explica a bioquímica Inmaculada Moreno, diretora da área de microbioma da Igenomix e primeira autora da pesquisa.

Como o estudo foi feito – Observacional prospectivo e multicêntrico, o estudo foi realizado em um total de 342 pacientes inférteis de 13 clínicas na Europa, América e Ásia. Por meio de sequenciamento de nova geração, foram analisadas as amostras endometriais das pacientes. Ao analisar o rRNA 16S no fluido coletado e no tecido do endométrio biopsiado antes da transferência embrionárias, revelou-se que o desequilíbrio bacteriano levava a um pior resultado reprodutivo.

Especificamente, proporções aumentadas das bactérias Atopobium, Bifidobacterium, Chryseobacterium, Gardnerella, Haemophilus, Klebsiella, Neisseria, Estafilococos e Estreptococos obtiveram falhas nos resultados. Em contrapartida, a presença dominante de bactérias Lactobacillus permitiu que as pacientes, após realização do FIV, pudessem dar à luz a um recém-nascido. “Os Lactobacillus podem ter ajudado a prevenir patógenos, aumentando a resistência, mais que exercendo um benefício direto”, ressalta Inmaculada Moreno.

Histórico de contribuição para a ciência – Estudos prévios, realizados pelo grupo de pesquisa liderado por Inmaculada Moreno, já contribuíram em 2016 para a comunidade científica o conhecimento sobre o microbioma endometrial das mulheres, dando um passo adiante na melhoria dos tratamentos de reprodução assistida. Além do diagnóstico de doenças que produzem infertilidade, como a endometrite crônica derivada de uma infecção patogênica, os estudos permitiram listar os tipos de bactérias que habitam o endométrio.

Referência:

Moreno I, Garcia-Grau I, Perez-Villaroya D, Gonzalez-Monfort M, Bahçeci M, Barrionuevo MJ, Taguchi S, Puente E, Dimattina M, Lim MW, Meneghini G, Aubuchon M, Leondires M, Izquierdo A, Perez-Olgiati M, Chavez A, Seethram K, Bau D, Gomez C, Valbuena D, Vilella F, Simon C. Endometrial microbiota composition is associated with reproductive outcome in infertile patients. Microbiome. 2022 Jan 4;10(1):1.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Inteligência Artificial monitora quadro clínico de pacientes e contribui para maior eficácia do tratamento


 15/02/2022


O Hospital Santa Catarina – Paulista implantou, em parceria com o Grupo Fleury, um sistema de Inteligência Artificial da healthtech Laura, que monitora em tempo real o quadro clínico dos pacientes nas unidades de internação e no pronto atendimento. Ao menor sinal de agravamento do quadro clínico, a tecnologia emite um alerta para a equipe assistencial da unidade, que, consequentemente, promove uma intervenção mais rápida, garantindo a segurança do paciente. A tecnologia permite que médicos e profissionais da enfermagem atuem de forma preventiva e com mais eficácia, evitando que o paciente evolua para uma piora em casos complexos relacionados à sepse, Covid-19, entre outras enfermidades.

O projeto piloto teve início no pronto atendimento e na unidade de internação clínica, em dezembro de 2021 e, em fevereiro, foi expandido para a área de internação cirúrgica. ” A inteligência clínica da Laura garante uma compreensão ágil de cada caso atendido pela unidade e consegue proporcionar, junto aos protocolos institucionais e ao atendimento assistencial humanizado, melhor experiência e bem-estar às pessoas”, comenta a Dra. Simone Raiher, gerente médica do Hospital Santa Catarina – Paulista.

Com o auxílio de algoritmos de inteligência artificial, o sistema conecta em tempo real os prontuários eletrônicos de todos os pacientes da Instituição a um painel de gerenciamento. Este processo garante acesso rápido e fácil às informações do paciente.

“Nosso comprometimento em oferecer tecnologia em prol da saúde está voltado para a qualidade de atendimento recebida pelos pacientes e a entrega de uma visão 360º às equipes clínicas, para que possamos seguir como uma forte aliada à tomada de decisão”, comenta Cristian Rocha, CEO e fundador da Laura. “Proporcionar o acesso a esta solução de inteligência clínica para o corpo médico e o público atendido pelo Hospital Santa Catarina é mais um capítulo no longo histórico desta parceria colaborativa entre as duas instituições, que sempre primou pela segurança do paciente e inovação”, explica a diretora de Negócios B2B do Grupo Fleury, Aline Amorim.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Hospital Dona Helena é credenciado para realizar transplante musculoesquelético


 14/02/2022


Centro de excelência em saúde, o Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), acaba de receber credenciamento para a realização do chamado transplante musculoesquelético, serviço de alta complexidade para pacientes ortopédicos. A autorização foi emitida no final de janeiro pela Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), por meio de portaria, e o hospital já está apto a possíveis cirurgias com necessidade de enxerto, com tecidos osteomusculares, como ossos, tendões, cartilagens, ligamentos e meniscos.

O credenciamento é um processo rigoroso, que decorre de várias etapas de certificação por órgãos municipais, estaduais e Ministério da Saúde. De acordo com o ortopedista Vitor Corotti, do corpo clínico do Hospital Dona Helena, responsável técnico pela área, as principais aplicações desse tipo de cirurgia são lesões de alta gravidade com múltiplas lesões ligamentares, transplante condral grave, transplantes meniscais, cirurgias de tumor ósseo, enxerto para artrodeses grandes e revisões de próteses. “São poucos os hospitais catarinenses registrados, e, a partir de agora, poderemos ajudar muitos pacientes, ampliando as opções disponíveis para a comunidade”, frisa o ortopedista. “Cirurgias inéditas serão realizadas no Dona Helena, aumentando as possibilidades e a complexidade desses procedimentos.”

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Lucy Montoro de Botucatu abre processo seletivo para enfermeiro


 10/02/2022


O Serviço de Reabilitação Lucy Montoro de Botucatu (SP), unidade estadual de saúde sob gestão da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) abre inscrições na terça-feira (15), para processo seletivo que vai contratar enfermeiro. Os interessados poderão se inscrever pelo site www.famesp.org.br até o dia 24 de fevereiro.

A remuneração mensal para a função é de R$ 2.303,31 (dois mil, trezentos e três reais). A contratação é feita em regime C.L.T., com jornada de trabalho de 30 horas semanais. Já a taxa de inscrição é de R$ 80,00.

O candidato que for contratado deverá exercer suas funções dentro dos horários determinados pela direção da unidade, podendo variar em períodos diurno, noturno, misto ou na forma de revezamento, durante toda a semana, inclusive sábados, domingos e feriados, nas diferentes áreas, hospitalares e extra hospitalares, ambulatoriais e extra ambulatoriais, sempre contribuindo para o alcance das metas e diretrizes definidas.

A prova escrita relativa ao processo seletivo será realizada no dia 8 de março, às 18h, no Campus Universitário da UNESP no distrito de Rubião, em Botucatu.

Em função da pandemia de Covid-19 e em atendimento aos protocolos determinados por autoridades sanitárias, na realização da prova serão adotadas medidas de prevenção como uso obrigatório de máscara, aferição de temperatura, aplicação de álcool em gel, bebedouros desligados e distanciamento social.

O prazo de validade dos processos seletivos é de um ano, prorrogável pelo mesmo período, a critério da fundação.

Confira o edital completo no site da Famesp

EDITAL Nº Edital 016/2022 – Enfermeiro: www.famesp.org.br/processos-seletivos-efe.php?id_emp=18&id_pro=00162022

 

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Cirurgia de próstata com laser é realizada no Hospital Unimed Chapecó


 10/02/2022


Procedimento minimamente invasivo (sem cortes), menor taxa de hemorragias e sangramentos, recuperação mais rápida com retorno precoce às atividades diárias, resultados imediatos e mais duradouros, redução do tempo de utilização de sonda no pós-operatório e alta hospitalar habitualmente em até 24 horas. Estes são alguns dos benefícios da técnica cirúrgica denominada HoLEP (Enucleação Endoscópica da Próstata com Holmium Laser) no comparativo com os métodos convencionais.

Este procedimento pioneiro foi executado recentemente no Hospital Unimed Chapecó (SC). A HoLEP é considerada mundialmente como a técnica mais moderna para Hiperplasia Benigna da Próstata (BPH) – popularmente conhecida como aumento benigno da glândula. As duas primeiras cirurgias de próstata utilizando laser de alta potência foram realizadas pelos médicos urologistas Dr. Marcelo Zeni, Dr. Thiago Hota e Dr. Eduardo Miranda.

A técnica cirúrgica é indicada para homens com dificuldades para urinar em função da próstata aumentada, que pressiona a uretra e bloqueia o fluxo urinário. “Essa condição é muito comum a partir dos 50 anos. As estatísticas apontam que cerca de 50% dos homens nessa faixa etária têm algum grau de aumento da próstata, o que causa desconforto e afeta a qualidade de vida destes pacientes”, explica Dr. Zeni.

Com a HoLEP, segundo o médico urologista, é possível extrair um volume maior da próstata em comparação à técnica padrão de Ressecção Transuretral da Próstata (RTU), conhecida popularmente por raspagem. “A HoLEP é eficaz para qualquer volume da glândula e a retirada é feita por meio da uretra. Outro benefício é a durabilidade, uma vez que o crescimento do tecido é um processo contínuo. A taxa de reincidência com a raspagem é de 1% a 2% ao ano, enquanto que pela técnica com laser o índice é de 0,4% em 15 anos, o que representa um tratamento com cerca de 30 vezes menos necessidade de novas cirurgias futuras”, analisa Dr. Zeni.

Dr. Hota comenta que com os desafios impostos pela pandemia da covid-19 é necessário otimizar os serviços em saúde, com altas precoces e menores índices de complicações perioperatórias. “É a tecnologia a serviço dos pacientes. Com essa técnica a cirurgia é concluída em no máximo duas horas, e sem cortes. O paciente permanece internado, em média, de 12 a 24 horas, ou seja, com alta hospitalar precoce. Depois, deve manter as consultas de rotina para acompanhamento com o especialista”, finaliza.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Hospital Santa Catarina – Paulista comemora mil cirurgias robóticas


10/02/2022


No mês em que celebra 116 anos de fundação, o Hospital Santa Catarina – Paulista chega à marca de mil cirurgias robóticas realizadas com o uso do Da Vinci Xi, tecnologia de ponta empregada nesse tipo de procedimento. Este resultado evidencia a capacidade da Instituição centenária em unir tradição e modernidade no cuidado seguro e humanizado prestado aos pacientes.

Desde seu início em 2018, o programa de Cirurgia Robótica do HSC abriu as portas para que médicos cirurgiões pudessem se especializar nesse tipo de procedimento, que revolucionou a prática cirúrgica, agregando uma série de benefícios para os pacientes.

“Hoje contamos com 26 cirurgiões certificados nas especialidades de ginecologia, urologia e cirurgia do aparelho digestivo para o uso desta tecnologia. Estamos trabalhando para o crescimento da nossa expertise nesses procedimentos, para termos cada vez mais profissionais capacitados e resultados positivos, tanto para a Instituição quanto para as pessoas que passam por aqui”, comenta Dra. Christiane Nicoletti, diretora técnica do HSC – Paulista.

Por meio de um programa de inteligência artificial, o robô Da Vinci Xi agrega mais precisão, segurança e agilidade aos procedimentos cirúrgicos, reduzindo também o tempo cirúrgico e o período de internação do paciente.

“A cirurgia minimamente invasiva proporciona ao nosso paciente uma melhor recuperação, menos dor e uma volta à rotina normal em bem menos tempo. O robô Da Vinci é o equipamento mais moderno do mundo, amplamente utilizado em hospitais de ponta. É uma conquista importante para o hospital e, em especial, para os nossos pacientes”, diz Silvia Aline Ferreira Andrade, diretora de operações do HSC – Paulista.

Na visão do diretor executivo do Hospital Santa Catarina, Denilson de Santa Clara, a união entre tradição e tecnologia encontra respaldo no modelo assistencial da Instituição, cujos norteadores são o amor e a ciência. “O marco dessa trajetória são os mil procedimentos alcançados, resultado da dedicação e especialização do nosso corpo clínico e equipe assistencial, que focam sempre no bem-estar e na saúde dos nossos pacientes”, enfatiza o executivo.

A cirurgia robótica é um dos mais importantes avanços da Medicina nos últimos anos e a tendência é que essa inovação cresça no país. Segundo dados da H. Strattner, única empresa que comercializa o equipamento no Brasil, já foram realizados mais de 30 mil procedimentos desse tipo em solo nacional, com destaque para a região sudeste.