plasamed

plasamed

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Dia dos Pais tem comemoração antecipada no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis

12/08/2022


Munidos de crachás personalizados e olhos atentos, meninos e meninas, filhos de colaboradores do Hospital Santa Teresa (Rede Santa Catarina), aceitaram o convite para homenagear seus pais de um jeito diferente. Pais e filhos passaram o dia juntos e realizaram uma visita pelos bastidores da Instituição.

“O hospital conta com uma estrutura complexa que envolve profissionais de diversas áreas. Percebemos que os filhos dos colaboradores tinham curiosidade para entender como tudo funciona. Por isso, convidamos a garotada para conhecer a rotina de trabalho e aproveitar para homenagear os pais pelo seu dia”, explicou o coordenador de Gestão de Pessoas, Rodrigo França Pinto.

As famílias foram recepcionadas com um lanche especial e um roteiro cuidadosamente preparado que incluiu a capela, cozinha, horta, posto de reciclagem, subestação de energia e a maternidade. A visita também incluiu uma sessão de cinema com dicas para identificar sinais de AVC e uma aula sobre a higiene correta das mãos.

“Aproveitamos o encontro para transmitir às crianças conceitos importantes para a rotina delas. Como a maioria das crianças fica sob os cuidados dos avós para que os pais possam trabalhar, ensinamos os três sinais característicos do AVC, que são o sorriso caído de um lado, falta de força em um dos braços e dificuldade para articular a fala, e o que devem fazer nestes casos”, contou a enfermeira da Educação Continuada, Daniela Magalhães Bessa, esclarecendo que este conhecimento pode salvar vidas.

O técnico de manutenção, Sandro Cassiano fez questão de trazer os dois filhos para a visita: “Assim que vi o convite, corri para fazer a inscrição deles. O passeio foi muito bom. Fiquei muito feliz de poder mostrar para meus filhos o nosso dia a dia. Muitas coisas que para nós já não percebemos tanto, porque já fazem parte da nossa rotina, pudemos ver com outros olhos”.

“Sempre quis conhecer a maternidade, porque além de ter nascido aqui, acho que tem um significado diferente. Estava ansiosa!”, contou Karolyne dos Santos, 15 anos, filha do Sandro, que disse também ter adorado conhecer a subestação de energia.

 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Centro de Estudos do Hospital Icaraí firma parceria com plataforma de ensino MedHub

12/08/2022


O Centro de Estudos do Hospital Icaraí, em Niterói, através do diretor científico do Hospital Leonardo Cordeiro, acaba de firmar parceria com a plataforma de estágio em Medicina, a MedHub (www.medhub.app.br), projeto criado pelos sócios Edmundo Tommasi, médico cardiologista, Mateus Bandeira, acadêmico de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e o estudante de Medicina Gabriel Sangy, também da UFF.

A plataforma inovadora, que funciona como um Centro de Estudos 100% on-line, irá oferecer estágios e projetos de pesquisa na área de Medicina no Hospital Icaraí e, futuramente, em outros hospitais de ponta para acadêmicos de Medicina de todo o Brasil.

“Escolhemos o Hospital Icaraí por ser um hospital de alta capacidade e sempre apreciamos muito a estrutura tecnológica da unidade e a qualidade de seu corpo clínico. Então, o Dr. Leonardo Cordeiro foi muito solícito ao aceitar essa parceria de sucesso”, afirma Gabriel.

O sócio da empresa, Edmundo Tommasi, explica que a plataforma surgiu para gerar oportunidades para os acadêmicos de Medicina, democratizando, assim, o verdadeiro conhecimento científico entre seus integrantes.

Após pesquisas e estudos, os sócios perceberam que havia um gap no setor de Estágios da área Médica dentro dos hospitais e uma qualificação robusta para esses estudantes na prática.

“Percebemos que os Centros de Estudos dos hospitais não atuavam com afinco na parte de promoção de estágios dentro da área Médica e vimos que era importante trazer, para dentro dos hospitais, acadêmicos de Medicina qualificados”, explica.

Plataforma interativa e funcional

A plataforma é funcional e o processo de cadastro para o usuário é fácil e rápido. O acadêmico cria a sua conta pessoal na plataforma e, a partir daí, ele terá acesso aos estágios disponíveis — a princípio, no Hospital Icaraí. Ao comprar a inscrição para participar do concurso, ele fará a prova concorrendo com outros acadêmicos de Medicina. Cabe salientar que essas provas são feitas de forma online e vigiadas por meio de um sistema de segurança eficaz, incluindo acesso à câmera, microfone e gravação de tela do candidato.

“Se o acadêmico acertar mais de 75% das questões objetivas, ele receberá o selo MedHub de qualidade, sendo considerado aprovado. Porém, para ser classificado, ele terá que estar na classificação do número de vagas ofertadas”, explica Edmundo.

Contudo, o projeto se diferencia de outros por proporcionar uma oportunidade de aprimoramento ao estudante que tenha sido aprovado, pois este terá acesso ao curso preparatório do Hospital Icaraí.

“Esse curso fica disponível tanto para quem foi classificado quanto para aqueles estudantes que estão na lista de espera para estagiar. Então, é um projeto inovador para os estudantes de Medicina de uma forma geral.

Já os estudantes que forem aprovados e classificados, poderão fazer parte do corpo clínico do hospital”, explica Edmundo.

“Nós iremos evoluir o curso ao longo do tempo, mas já oferecemos aulas voltadas para os procedimentos dentro de um CTI, aulas de septicemia e outras disciplinas importantes para o acadêmico de Medicina. Desse modo, esses alunos que receberão o selo MedHub de qualidade, terão uma qualificação mais robusta em seu currículo acadêmico”, afirma.

Edmundo lembra que o selo MedHub de qualidade representa não apenas a qualificação e postura médica necessária ao acadêmico, mas também credita a qualidade de excelência aos hospitais que representarem o selo.

“Os hospitais que quiserem se cadastrar podem entrar em contato conosco para um convênio por meio de nosso site, a fim de que o estágio com selo de qualidade MedHub faça parte de sua metodologia. Atuaremos como Centro de Estudos parceiro do hospital conveniado”, finaliza, lembrando que tal parceria não envolverá custos para o hospital.

 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Hcor investe em inteligência digital para monitorar sinais vitais e prevenir intercorrências no paciente internado

10/08/2022


Monitorar os sinais vitais do paciente internado faz parte da rotina da equipe assistencial. Em média, a cada seis horas, são aferidos o batimento cardíaco, a pressão arterial, a temperatura corporal e a oxigenação do sangue. Ao investir em inteligência digital, o Hcor mostrou que é possível reduzir de sete minutos para a metade o tempo de mensuração dos sinais vitais, além de aumentar a segurança das informações e melhorar a qualidade do atendimento.

“Mais de R$ 900 mil foram destinados para a aquisição de 33 equipamentos Connex Spot Monitor WelchAllyn (CSM/Hillrom) e para o desenvolvimento da interoperabilidade da plataforma de software ConnectaTM com o prontuário eletrônico do paciente e o acionamento automático do time de resposta rápida (TRR), em caso de deterioração do estado clínico. O hospital é o primeiro da América Latina a ter esse nível de conectividade entre os sistemas”, revela Alex Vieira, superintendente de Inteligência Digital.

Além de auxiliar na assistência à beira-leito, a tecnologia contribui com o gerenciamento do cuidado individualizado. Por meio de um painel digital no posto de enfermagem, os profissionais podem visualizar a condição do paciente internado e receber um alerta sobre a necessidade de intervenção. Também existe a possibilidade de conectar a plataforma a aparelhos mobile, para que os médicos possam acompanhar o estado clínico do paciente e serem notificados sobre alterações importantes nos sinais vitais.

Para José Cesar Ribeiro, gerente assistencial do hospital, a interoperabilidade à beira-leito dos sinais vitais nas unidades de internação possibilitará um cuidado de excelência, focado em proteção, qualidade e segurança. “Estamos construindo um hospital cada vez mais conectado com as necessidades dos nossos pacientes. Obter o melhor desfecho clínico é o que nos impulsiona. A integração das diferentes ferramentas visa melhorar a produtividade dos colaboradores, o resultado clínico, econômico e a eficiência no fluxo de trabalho com redução dos riscos associados às transcrições de dados”, destaca.

Segundo Antônio Nasser, presidente da Baxter no Brasil e diretor-geral para a América Latina, a plataforma chegou ao mercado para suprir uma necessidade de transformação digital dos hospitais, impulsionada pela pandemia, que exigiu urgência de atender um número crescente de pacientes com uma limitação de equipe. “Para ajudar a trazer eficiência aos fluxos de trabalho, desenvolvemos sistemas mais orientados à ação, priorizando a assistência e diminuindo o número de tarefas administrativas”, explica.

Estudo inédito de efetividade

Em agosto, o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hcor, irá apresentar o resultado do estudo randomizado em cluster nas enfermarias, realizado em parceria com a Baxter. O objetivo da investigação é estimar a efetividade clínica da solução tecnológica que realiza uma análise dos sinais vitais e aciona automaticamente o time de resposta rápida quando os critérios pré-definidos são atendidos, comparando-a com o método manual tradicional.


 

Hcor é reconhecido como hospital mais inovador no uso de TI

Com o projeto sobre inteligência artificial na análise de achados críticos em exames de imagem, o Hcor conquistou o prêmio ‘100+ Inovadoras no uso de TI em 2022’.

“Para nós é uma honra receber o prêmio, pois significa o reconhecimento dos nossos esforços em implementar novas tecnologias e investir cada vez mais na estrutura de inovação do Hcor”, afirma Alex Vieira, Superintendente de Inteligência Digital e Tecnologia da Informação do Hcor.

A premiação, promovida pela IT Mídia em parceria com a FIAP, analisa o cenário de inovação das maiores empresas do país e reconhece as companhias que apresentaram as iniciativas de destaque do último ano, com impactos nos negócios.

 

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Maior hospital exclusivamente pediátrico do país usa método inovador em cirurgia de malformação rara


 09/08/2022


Cirurgiões pediátricos do Hospital Pequeno Príncipe realizaram, em conjunto com integrantes do Grupo Cooperativo Multi-institucional Brasileiro, uma cirurgia de correção de extrofia de cloaca pela técnica de Kelley. A doença é uma malformação rara e grave em que os órgãos dos tratos genital, urinário e intestinal estão abertos em uma placa na parede abdominal.

A técnica de Kelley é considera inovadora por reparar o defeito sem modificar a estrutura da pelve, preservando outros órgãos do corpo humano. “Um dos diferenciais desse procedimento é fazer a mobilização dos tecidos moles da região perineal, permitindo que melhore a visualização dos órgãos e, consequentemente, as condições de incontinência urinária dos pacientes”, explica o chefe do Serviço de Urologia Pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Antonio Carlos Moreira Amarante.

O procedimento foi realizado em um menino de um ano e sete meses por sete cirurgiões pediátricos especializados em urologia – um deles da Colômbia – e nove residentes. Outros profissionais do país também puderam acompanhar a operação por meio de uma transmissão on-line. Além disso, simultaneamente, outra cirurgia de correção de epispadia era realizada pelo grupo em Fortaleza.

A cirurgia de alta complexidade foi realizada no dia 30 de julho e teve duração de nove horas. Desde 2019, o Hospital Pequeno Príncipe realiza essa técnica, que já beneficiou outras seis crianças. No Brasil, 40 meninas e meninos passaram pelo procedimento. “A técnica de Kelly tem como benefícios, em relação às técnicas antigamente usadas, uma exposição melhor das estruturas com visualização da interação, o que beneficia o paciente em relação à continência e funcionamento local. Outro benefício é o alongamento peniano e resultados estéticos mais satisfatórios”, finaliza a cirurgiã pediátrica Karin Schultz, do Hospital Pequeno Príncipe.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Santa Casa de Francisco Morato inaugura área administrativa e duplica seu espaço


 08/08/2022


Com foco nos atendimentos e ações prestadas às comunidades carentes, alinhadas aos diversos programas sociais em parceria com as prefeituras e secretarias de saúde de São Paulo, o Grupo São Cristóvão Saúde concretizou a inauguração da sede administrativa da Santa Casa de Misericórdia de Francisco Morato e a ampliação de leitos da Maternidade e Clínica Cirúrgica.

O evento contou com a presença de líderes do São Cristóvão Saúde e da Santa Casa; do Presidente da Câmara, Vereador Nelsinho e de toda Casa legislativa; do Diretor da Santa Casa, Rogério Medeiros; do Superintendente de Saúde, Thiago Campos; da Prefeita do município, Renata Sene; e do Vice-Prefeito, Ildo Gusmão. Anteriormente, a Santa Casa possuía um galpão que abrigava materiais e equipamentos. O espaço foi duplicado, passando de 162 para 350 m².

O corpo administrativo do novo prédio será composto pelos seguintes departamentos: Financeiro, Recursos Humanos, Diretoria, Faturamento, Hotelaria, Diretoria Médica, Gerência Enfermagem, Relações Institucionais e Ouvidoria. Já no complexo hospitalar, foram inaugurados quatro quartos e uma sala de observação GO (Ginecologia Obstetrícia). Já a reforma da área – que até então abrigava a administração da Santa Casa – dará lugar para a criação de novas acomodações hospitalares.

Além da estrutura física, também foi refeita toda a rede elétrica do prédio administrativo e do hospital, preparando a dependência para a futura UTI, prevista para 2023. O local ainda recebeu a benção do Padre Edilson Arlindo Rocha e a placa inaugural foi descerrada pelo Presidente/CEO do São Cristóvão Saúde e Presidente da Santa Casa de Francisco Morato, Engº Valdir Pereira Ventura, pela Prefeita, Renata Sene e pelo Vice-Prefeito, Ildo Gusmão.

Em 2021, o Grupo São Cristóvão Saúde assumiu integralmente a Santa Casa de Misericórdia de Francisco Morato, com ações de cooperação ao SUS, a fim de fortalecer o sistema público de saúde, sendo fruto de um movimento iniciado em 2019, tendo como ponto de partida a parceria firmada em 2020 entre o São Cristóvão Saúde, a Secretaria de Saúde de Francisco Morato e a Santa Casa de Misericórdia do mesmo município, administrada até então pelo Lar Assistencial São Benedito.

No ano passado, o São Cristóvão Saúde também reformou e revitalizou o Centro Cirúrgico do local – anteriormente desativado – realizando seu primeiro parto oficial na Maternidade, no dia 10 de fevereiro. Além disso, a Instituição remodelou o acolhimento da Clínica Médica, instalou painéis de senha no Pronto-Socorro e Ambulatório (com vocalização por nome dos pacientes, permitindo o acolhimento e a inclusão de todos); criou duas salas de exames de ultrassom e espaço exclusivo para o Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia, isolando-o das demais especialidades, além de três consultórios, sala para exame de cardiotocografia e sala de observação obstétrica com quatro leitos, entre outras ações.

Atualmente, fazem parte da Santa Casa cerca de 300 colaboradores e mais de 100 médicos. De acordo com Ventura, o São Cristóvão Saúde também participa da composição das ações da Secretaria de Saúde, cooperando, inclusive, com o “Programa Prospera Família”, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Francisco Morato, com vistas a desenvolver habilidades para geração de renda e bem-estar da família para as suas beneficiárias. “Já temos uma colaboradora contratada advinda desse programa e outras em fase de avaliação”, completa.

Na oportunidade, a Prefeita da cidade de Francisco Morato, Renata Sene, agradeceu ao Presidente, Valdir Ventura, pela parceria. “Gratidão pelo dia de hoje. Me sinto honrada por essa parceria que não se limitou a um projeto, ela foi ampliando conforme percebeu essa narrativa de acolhida da Câmara e da Prefeitura de Francisco Morato, o olhar sensível de todos nós, isso muda gerações. Em nome de todas as crianças que nascem aqui todos os dias, a nossa cidade certamente será ainda melhor”, declarou.

Após a inauguração, uma homenagem foi realizada aos colaboradores da Santa Casa de Francisco Morato com mais de 10 anos de dedicação e empenho, além da prestação de contas da instituição de saúde direcionada ao presidente, Valdir Ventura. “Destaco o envolvimento dos colaboradores do São Cristóvão Saúde e servidores da Prefeitura de Francisco Morato que aqui atuam, bem como a dedicação e profissionalismo de todos. Que a população de Francisco Morato possa usufruir dos benefícios de uma assistência à saúde digna, eficaz e de alcance para todos. Temos a consciência da nossa responsabilidade com a sociedade e valorizamos, acima de tudo, o respeito ao próximo, o amor ao cuidado e a compaixão pelos que mais precisam”, afirma o Presidente/CEO do São Cristóvão Saúde e Presidente da Santa Casa de Misericórdia de Francisco Morato, Engº Valdir Pereira Ventura.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Dia Mundial da Saúde: especialista aponta importância da tecnologia para esta área

05/08/2022


Esta sexta-feira é marcada pelas comemorações do Dia Nacional da Saúde, data criada em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872. É notório que os avanços dessa área estão atrelados diretamente a outras áreas, a exemplo da tecnologia.

Quem falou sobre esse assunto foi o engenheiro de Sistemas e Computação André Silva, abordando o fato de que as duas andam lado-a-lado atualmente de maneira “inseparável”. Segundo ele, as explicações para a afirmação devem ser extremamente detalhadas.

“Quando o paciente chega para o atendimento, lá está a tela do computador onde seu cadastro é feito, ou consultado. Exames laboratoriais, todos computadorizados. Exames de imagem, todos computadorizados. Até mesmo procedimentos hiper complexos como as cirurgias contam com um amplo aparato de informática que possibilita ao médico operar um joystick (controle) e fazer procedimentos delicados no paciente”, contou.

André relembrou também um artigo divulgado por um portal de alcance nacional que tinha a seguinte descrição: câncer – conheça as novas tecnologias de combate a tumores. “Nele estavam afirmações como a de que a tecnologia sempre foi uma grande aliada da medicina no combate ao câncer. Novas terapias continuam surgindo, propiciando mais efetividade para eliminar ou reduzir tumores, com menos efeitos colaterais para os pacientes”, descreveu.

Ainda segundo André, o estudo mostra a perfeição dessa espécie de casamento entre a tecnologia e a saúde. “O termo mais novo que começa a circular é o IoMT (Internet of Medical Things) que faz alusão a todo um conjunto de dispositivos interconectados chamados de mHealths (celulares, apps, bases de dados etc) que possibilitam, por exemplo, o monitoramento de pacientes, ligando facilmente o médico a ele. A comunicação máquina-a-máquina (machine-to-machine) é fundamental e o uso de grandes serviços em nuvem (como a Amazon e outros) também tem sido fundamental nesse cenário”, garantiu.

Também conforme André, em 20 julho de 2022 foi publicado pela MDPI em outro conceituado jornal o artigo intitulado Artificial Intelligence (AI) and Internet of Medical Things (IoMT) Assisted Biomedical Systems for Intelligent Healthcare, que aprofunda ainda mais a tecnologia e a saúde, porque através dos dados coletados novas informações com certeza surgirão e poderão resultar em novas descobertas.

“E se engana quem acha que para por aí. Ainda temos o metaverso utilizado na medicina. Muito recentemente o conceituadíssimo instituto IEEE publicou o artigo ‘Overview: Technology Roadmap of the Future Trend of Metaverse based on IoT, Blockchain, AI Technique, and Medical Domain Metaverse Activity‘ durante a 24ª Conferência Internacional para Tecnologias Avançadas de Comunicação (ICACT). Nele os autores listam várias áreas onde a medicina e o metaverso poderão interagir, a exemplo de: cirurgias remotas; cirurgias com realidade aumentada; modelos 3D de anatomia humana para educação, diagnóstico e planejamento;  simulação de cirurgias e outras tantas”, apontou.

Para o especialista, tecnologia e saúde estão de braços dados de uma maneira inseparável objetivando o nosso bem estar e a melhora da saúde de todos.

 

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Covid-19: Pesquisadores do ICB-USP validam eficácia de três novos testes sorológicos

03/08/2022


Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) atestaram a eficácia de três novos testes sorológicos para Covid-19. Desenvolvidos no próprio ICB, os testes usam o método ELISA (ensaio de imunoabsorção enzimática) para a detecção dos anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2, e tiveram sua eficácia comparada com outro teste já em uso no mercado, o Elecsys, da farmacêutica Roche.

Publicado na revista Frontiers in Cellular and Infection Microbiology em junho deste ano, o trabalho foi feito com base em 1.119 amostras do sangue de pessoas que tiveram ou não tiveram contato com a doença. Os testes foram conduzidos no Hospital Universitário da USP ao longo do ano de 2020, portanto mostram um cenário ainda sem vacinas.

Na avaliação, o teste Elecsys, comercializado pela farmacêutica Roche, garantiu 96,92% de sensibilidade (capacidade de detectar casos positivos) e 98,78% de especificidade (capacidade de identificar casos negativos). O desempenho dos demais testes, do ICB, não ficaram aquém. O teste N-ELISA, que avalia uma proteína N completa do Coronavírus, registrou 93,94% de sensibilidade e 94,40% de especificidade. Já o teste RBD-ELISA, que utiliza um fragmento da proteína Spike do Coronavírus, obteve 90,91% e 88,80% de eficácia nesses dois critérios, respectivamente, enquanto o Delta-S1-ELISA, que utiliza um outro fragmento da Spike, apontou uma sensibilidade de 77,27% e uma especificidade de 76%.

“Mostramos que os testes são eficazes em uma época em que não havia vacinas. Logo, os pacientes não tinham como produzir anticorpos a não ser pela infecção. Isso dá mais assertividade aos resultados. E obtivemos resultados tão bons com o teste N-ELISA que conseguimos imaginá-lo sendo utilizado comercialmente no futuro. Por adotar uma proteína que é utilizada comercialmente, diferente dos nossos outros dois testes, o caminho é potencialmente menos longo”, destaca Robert Andreata-Santos, doutor em microbiologia pelo ICB e primeiro autor do estudo.

Além disso, os testes RBD-ELISA e N-ELISA talvez possam, no futuro, ser usados para diferenciar se o anticorpo foi criado pela vacinação ou pela infecção. “Ser eficaz na detecção de anticorpos contra a proteína RBD, que está presente em todas as formulações vacinais atuais, como também contra a proteína N, relacionada com casos de exposição ao Coronavírus, indica que em estudos futuros haverá a possibilidade de diferenciar anticorpos produzidos contra a vacina ou contra a infecção quando utilizados ambos os testes”, afirma Robert Andreata-Santos.

Padrão ouro de análise – Todos os exames foram validados contra o próprio Coronavírus por meio do teste de neutralização, considerado o padrão ouro para esse tipo de análise. O soro sanguíneo foi aplicado no teste para distinguir quais amostras neutralizavam e quais amostras não neutralizavam o SARS-CoV-2, sendo que as amostras neutralizadas eram consideradas positivas para Covid-19. Em seguida, esses resultados foram comparados com os resultados dos testes ELISA.

“Utilizamos o padrão ouro porque ele consegue ter sensibilidades e especificidades elevadas já que é capaz de calcular a carga de anticorpos neutralizantes do paciente”, afirma Machado. “Além disso, como o SARS-CoV-2 foi neutralizado, a possibilidade de os anticorpos criados em virtude da infecção pelo Coronavírus ou por outro patógeno apresentarem reação cruzada é extremamente reduzida”, complementa Andreata-Santos.

O método também é capaz de identificar se um anticorpo é neutralizante (pode impedir novas infecções), ou se é um anticorpo apenas de ligação (só reconhece uma região do vírus). Desta forma, a metodologia elimina quase todas as dúvidas que podem surgir a respeito dos dados de eficácia dos testes ELISA.

Colaboração extensa – Para realizar todo esse trabalho, foi necessária uma colaboração extensa de profissionais da Universidade. Os docentes Paulo Margarido, Ricardo Fock e Juliana Bannwart, do Hospital Universitário, foram responsáveis pela coleta do soro e avaliação das amostras por Elecsys. Na execução, no processamento e na análise dos testes de neutralização houve a colaboração de diversos laboratórios do ICB. Em suas respectivas competências, contribuíram os grupos de trabalho coordenados pelos docentes Luís Carlos de Souza Ferreira, Edison Luiz Durigon, Silvia Beatriz Boscardin e Cristiane Rodrigues Guzzo.

Com isso, a pesquisa contou com o financiamento de diversas agências de fomento, de forma direta (disponibilizando verba específica para a execução do projeto) ou indireta (dispensando bolsas para bancar a permanência dos pesquisadores nos laboratórios, independente do projeto). Contribuíram com o trabalho a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).