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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Hospital Santa Catarina – Paulista comemora mil cirurgias robóticas


10/02/2022


No mês em que celebra 116 anos de fundação, o Hospital Santa Catarina – Paulista chega à marca de mil cirurgias robóticas realizadas com o uso do Da Vinci Xi, tecnologia de ponta empregada nesse tipo de procedimento. Este resultado evidencia a capacidade da Instituição centenária em unir tradição e modernidade no cuidado seguro e humanizado prestado aos pacientes.

Desde seu início em 2018, o programa de Cirurgia Robótica do HSC abriu as portas para que médicos cirurgiões pudessem se especializar nesse tipo de procedimento, que revolucionou a prática cirúrgica, agregando uma série de benefícios para os pacientes.

“Hoje contamos com 26 cirurgiões certificados nas especialidades de ginecologia, urologia e cirurgia do aparelho digestivo para o uso desta tecnologia. Estamos trabalhando para o crescimento da nossa expertise nesses procedimentos, para termos cada vez mais profissionais capacitados e resultados positivos, tanto para a Instituição quanto para as pessoas que passam por aqui”, comenta Dra. Christiane Nicoletti, diretora técnica do HSC – Paulista.

Por meio de um programa de inteligência artificial, o robô Da Vinci Xi agrega mais precisão, segurança e agilidade aos procedimentos cirúrgicos, reduzindo também o tempo cirúrgico e o período de internação do paciente.

“A cirurgia minimamente invasiva proporciona ao nosso paciente uma melhor recuperação, menos dor e uma volta à rotina normal em bem menos tempo. O robô Da Vinci é o equipamento mais moderno do mundo, amplamente utilizado em hospitais de ponta. É uma conquista importante para o hospital e, em especial, para os nossos pacientes”, diz Silvia Aline Ferreira Andrade, diretora de operações do HSC – Paulista.

Na visão do diretor executivo do Hospital Santa Catarina, Denilson de Santa Clara, a união entre tradição e tecnologia encontra respaldo no modelo assistencial da Instituição, cujos norteadores são o amor e a ciência. “O marco dessa trajetória são os mil procedimentos alcançados, resultado da dedicação e especialização do nosso corpo clínico e equipe assistencial, que focam sempre no bem-estar e na saúde dos nossos pacientes”, enfatiza o executivo.

A cirurgia robótica é um dos mais importantes avanços da Medicina nos últimos anos e a tendência é que essa inovação cresça no país. Segundo dados da H. Strattner, única empresa que comercializa o equipamento no Brasil, já foram realizados mais de 30 mil procedimentos desse tipo em solo nacional, com destaque para a região sudeste.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Adoção de Protocolo de Dor Torácica auxilia tomada de decisão em unidades hospitalares


 10/02/2022


Todos os meses são abertos entre 100 e 120 Protocolos de Dor Torácica no Hospital Novo Atibaia (SP), um procedimento padrão analisa o paciente que recorre à instituição com queixas de dor no peito, a fim de confirmar ou descartar o diagnóstico de doenças cardiovasculares de risco. Além de orientar a tomada de decisões por meio da integração entre a equipe de Clínicos Emergencistas e os Cardiologistas em plantão, o método evita um possível mal cardíaco, como o infarto agudo do miocárdio.

Apesar de apenas um a cada três casos necessitarem de intervenção imediata e serem classificados como infarto, o atendimento eficiente é imprescindível nas unidades hospitalares, por isso o Protocolo de Dor Torácica adotado pelo Hospital Novo Atibaia é tão importante, mesmo que cerca de 70% dos pacientes não apresentem nenhum problema coronariano.

Neste sistema, quando o paciente chega ao Pronto Atendimento apresentando dor no peito, às vezes atípica e sem precedentes, um atendimento voltado à classificação e identificação de possível enfermidade é aberto. O objetivo é a melhor gestão do tempo, considerando que esse é um fator decisivo quando se trata do músculo cardíaco.

No Hospital Novo Atibaia, o procedimento que regula a Dor Torácica foi implementado em 2014 e, desde então, vem sendo melhorado de forma a se tornar cada vez mais adequado às necessidades dos pacientes. Essas atualizações são baseadas em novos conhecimentos na área médica, bem como na análise de dados coletados regularmente. Tais referências são levantadas a partir de um impresso específico que detalha as informações de todos os envolvidos no sistema: enfermeiros, médicos, profissionais da hemodinâmica e do laboratório.

“Para o Protocolo de Dor Torárica, o principal indicativo é a medição e a otimização do tempo em cada passo do processo. Quando o paciente relata ao enfermeiro a dor no peito, abre-se o protocolo, sendo necessária a realização de um eletrocardiograma no mesmo, o que deve levar, no máximo, dez minutos. Para isso, conta-se com um eletrocardiograma na unidade de Urgência e Emergência dedicado apenas a esse sistema”, explica o Dr. Luciano Souza A. de Carvalho, médico do Pronto Atendimento do HNA.

Após esse procedimento padrão, o médico é contatado para análise do exame e tomada decisão baseada na investigação, além do resultado, do histórico do enfermo e fatores de risco. Por fim, o parecer do profissional é descartar a possibilidade de um infarto. Neste caso, o paciente pode ser liberado ou ser deixado em observação para a realização de mais exames para concluir o quadro. Porém, se o caso for identificado como um infarto e necessitar de tratamento imediato, o tempo total até o final da intervenção não deve ultrapassar 90 minutos, minimizando a perda de músculo cardíaco da pessoa atendida.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Com pandemia, manter profissionais capacitados para nutrição parenteral é fundamental


 09/02/2022

Entre os inúmeros procedimentos para reabilitar os doentes graves nas unidades de terapia intensiva (UTI), um chama a atenção pelo grau de importância e complexidade. Trata-se da nutrição parenteral, processo usado pela equipe assistencial para alimentar os internados.

“Em geral, quando não existe a condição de usar o tubo digestivo para alimentação, são preparadas soluções administradas diretamente na veia”, explica Leticia Telles, gerente corporativa de Atenção Farmacêutica da Pró-Saúde, uma das maiores entidades filantrópicas de administração hospitalar do país.

A nutrição parenteral é um procedimento vital para a reabilitação do paciente.

Ao contrário do que muita gente pensa, o gasto calórico do paciente na UTI é bem maior se comparado ao corpo em atividade. “Nosso organismo consome muita energia combatendo a doença. É por isso que, normalmente, o paciente acaba perdendo peso muito rápido”, acrescenta Letícia.

Como é injetada direto na veia do paciente, sem filtro, a nutrição por meio parenteral precisa ser 100% livre de qualquer agente externo. Por isso, todo o preparo é feito um ambiente altamente protegido contra bactérias e outros micro-organismos que podem afetar a saúde.

Ela é composta por proteínas, aminoácidos e vários outros nutrientes indicados de acordo com a doença do paciente. Exames clínicos ou laboratoriais apontam se o alimente está alcançando o resultado esperado ou se precisa de ajuste.

Letícia ressalta os benefícios da nutrição parenteral na reabilitação do paciente: “O procedimento tem como objetivo nutrir o paciente crítico, auxiliando na sua melhora clínica, contribuindo para redução de infecções, diminui a necessidade de antibiótico e até mesmo contribui para reduzir a ocorrência de úlcera de pressão, comum em pacientes acamados”.

Nesse processo delicado de assistência ao paciente, o preparo da equipe assistencial é um ponto de enorme atenção.

Um dos efeitos da pandemia — ainda presente nos hospitais — e o chamado turnover, ou seja, a rotatividade de profissionais. “Muitos contraíram Covid, o que reduziu a equipe em experiente. Outros se diziam esgotados e se demitiam. A rotatividade de profissionais que estão na linha de frente ainda é um problema com o qual lidamos diariamente”, observa a gerente.

“Por isso, a promoção de treinamentos de profissionais deve ser algo constante”, reforça.

Foi o que aconteceu com os 50 profissionais da assistência farmacêutica e equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN), que atuam em hospitais gerenciados pela Pró-Saúde nas cinco regiões do país.

O treinamento, voltado para os profissionais de Farmácia Clínica e equipe de Terapia Nutricional, foi realizado de forma online e contou com a participação de Livia Maria Gonçalves Barbosa, especialista no ramo.

O tema ganha relevância considerando que, em casos graves da Covid-19, os pacientes apresentam maior risco de desnutrição devido ao longo período de internação.

“Na prática, podemos tratar a nutrição parenteral como um medicamento, que demanda habilidade e acompanhamento”, afirma Letícia. Ela acrescenta que o treinamento teve como principal objetivo a reciclagem dos profissionais envolvidos nesse processo, “para garantir a melhor assistência beira leito e a administração correta”.

Diferentemente das refeições comuns, que são produzidas dentro das unidades de saúde, a alimentação parenteral é um insumo fabricado por fornecedores externos, como laboratórios de manipulação de fórmulas parenterais.

“Por ser altamente perecível, é essencial que, a partir da chegada na unidade, todo o manejo e administração no paciente seja correto e eficiente”, destaca a gestora.

Agora, os profissionais que participaram do treinamento vão compartilhar esse conhecimento para os demais membros das equipes.

Jaciana Coelho, supervisora de Farmácia Hospitalar que atua no Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, destaca que o treinamento contribui para a segurança dos pacientes que necessitam desse tipo de dieta.

“A capacitação possibilitou análise da prescrição, supervisão e preparo. Muitos usuários necessitam desse tipo de alimentação, por isso é fundamental que estejamos preparados para ajudar na assistência segura aos pacientes”, comenta a Jaciana.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Artigo – Indicadores na saúde: mais do que tecnologia, é preciso inteligência analítica


 08/02/2022


A alta disponibilidade de indicadores para auxiliarem na tomada de decisão, bem como a rastreabilidade dessas informações, garantindo integridade, privacidade e segurança são aspectos que fazem cada vez mais a diferença em hospitais de todos os portes.  Em especial, para as instituições menores que têm uma relação mais estreita com a busca por custo x efetividade, ou então, aquelas que desejam alcançar alguma acreditação internacional, por exemplo, são mais mandatórias ainda.

Através do monitoramento de indicadores é possível  avaliar os planos de ação implementados, como a organização está caminhando com relação a ele e o que fazer para melhorar caso haja desvio do objetivo definido, seu status quo, e também promover mudanças no modelo, se for necessário.

Indicadores geram conhecimento, o que, por sua vez, provoca modificações. Quando você conhece o seu ambiente, sua gestão, você consegue transformar e, ao mesmo tempo, priorizar. Se não definirmos um norte, qualquer caminho serve. E, é isso que o indicador faz: auxilia na condução da melhor forma de um ponto para outro. Obviamente, é preciso também a ação do gestor. Aliás, esse é um aspecto muito importante: os indicadores não são milagrosos. Eles aumentam as chances de serem tomadas as decisões corretas, todavia não resolvem problemas. A solução  depende também da atuação das pessoas  envolvidas.

Mas, o que analisar? Como de fato agregar inteligência analítica? Acredito que nesse cenário, um desafio maior está na definição do conjunto de indicadores que ajudem a responder exatamente o que os gestores precisam, como estão suas instituições frente às suas estratégias, como se posicionam no mercado, se elas estão sadias, financeiramente ou em qualidade, por exemplo.

Normalmente, para se ter esse tipo de resposta, o caminho é solicitar mil relatórios para as áreas responsáveis. Isso ocorre por existir um problema de consolidação das fontes de informação. Apesar da riqueza de dados, na maioria das vezes falta uma visão única, um olhar estratégico.

Também é bastante perceptível uma dificuldade de  identificar de maneira clara o tipo de informação que faz sentido para cada nível na organização. Para o nível operacional, por exemplo, o conceito de gestão da fila do pronto-socorro que está aumentando, é o que adiantará naquele momento. É isso que dará subsídio para ele tomar uma ação ali, na hora. Já outro conjunto de indicadores serão essenciais para o nível estratégico, ajudando, por exemplo, a saber, como está o giro do leito na unidade XPTO e se esse giro afetará a taxa de ocupação.

Ou seja, os indicadores fazem sentido quando eles servem de munição para que cada um possa ter uma visão matricial. Isso pode ser sob a perspectiva departamental (visão verticalizada), mas também um olhar longitudinal, o que promove uma visão sistêmica, com foco no olhar do processo todo, e identificando possíveis gargalos ou vazios de plano de ação. É o pensamento de se realizar uma gestão micro para atingir um resultado macro, que é a governança. Quando as organizações não têm esses painéis bem implementados, elas acabam criando silos e não alcançando resultados.

É por isso, que pensar na tecnologia por si só, não adianta. Muitas vezes optar por soluções que trazem painéis pré-formatados, construídas com base em melhores práticas e já trazem essa bagagem embutida, pode ser um ponto de partida interessante  por onde começar, ao invés de construir seus próprios painéis do zero, sem diretrizes.

Afinal, mais do que a estrutura por trás é o conhecimento que fará a diferença. Certamente é esse o aspecto que agregará valor às decisões, por um olhar estratégico, trazendo resultados de fato. E isso, é inteligência analítica.

Murilo Fernandes é CEO da Salux Tecnhology, healthech 100% brasileira

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Levantamento revela 87,3% dos médicos acometidos pela Covid-19, além de esgotamento e sobrecarga

07/02/2022


Realizada pela Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), a pesquisa Percepção dos médicos sobre o atual momento da pandemia de Covid-19 mostra que a linha de frente da assistência é duramente impactada/castigada pela variante Ômicron/Covid-19 neste momento.

Dos 3.517 profissionais de Medicina de todo Brasil que responderam ao questionário por meio do SurveyMonkey, entre os dias 21 e 31 de janeiro, 87,3% relatam que eles ou outros médicos do ambiente de trabalho foram acometidos pela doença nos últimos dois meses.

Aliás, a maioria dos médicos se diz esgotada (51,1%) e apreensiva (51,6%). Eles nutrem a percepção de que os colegas de profissão dos locais em que atuam estão estressados (62,4%) e sobrecarregados (64,2%).

Os médicos que participaram da pesquisa ainda compartilham a visão de que haverá mais surpresas difíceis no futuro. São cerca de 90% os que creem que novas variantes virão.

Hoje, 96,1% dos que atendem em locais que recebem pacientes com Covid-19 também observam tendência de alta no número de casos em algum grau. Quanto aos óbitos, a tendência de alta é apontada por 40,5%.

A falta de médicos causa preocupação. É apontada por 44,8%. Em pesquisa anterior da AMB e APM, do início de 2021, este índice era de 32,5%.

Além disso, na percepção dos médicos, 7 em cada 10 brasileiros não estão usando máscaras corretamente. E eles também opinaram sobre quais pontos o Governo deixa claramente a desejar, a exemplo da realização de testes.

O tamanho do estrago das fake news no combate ao vírus e na adesão ao esquema vacinal também foi apontado pelos médicos ouvidos pelas Associações.

A pesquisa ainda traz informações relevantes sobre sequelas, avaliação dos gestores públicos e mais. Os dados completos estão disponíveis nos sites da AMB (amb.org.br) e da APM (apm.org.br).


domingo, 6 de fevereiro de 2022

Equidade de tratamento: realidade distante para a maioria dos pacientes oncológicos


 04/02/2022


O Dia Mundial do Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, busca orientar e educar sobre a doença, e também convida à reflexão. Qual o sentido de conscientizar, se faltam meios efetivos de diagnóstico, tratamento e cura para a maior parte da população brasileira? O oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas (SP), entende que um dos principais problemas enfrentados pelos pacientes oncológicos no Brasil é a falta de equidade entre o que é ofertado pela saúde pública e pela rede privada.

Os pacientes oncológicos do Brasil vivenciam o abismo que separa as realidades das redes privada e pública. Menos de 25% da população brasileira têm acesso a planos de saúde médico-hospitalares. Todo restante depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Fernando Medina lembra que mesmo os moradores da região de Campinas – que está entre as mais desenvolvidas do país e que oferece melhores acessos à saúde – têm dificuldade para receber um atendimento oncológico de qualidade.

“Há apenas três instituições públicas que atendem esses pacientes na região de Campinas, uma população de quase 4 milhões de pessoas. Infelizmente na nossa região o acesso ao diagnóstico e tratamento é muito ruim. Muitos pacientes vão buscar radioterapia e quimioterapia em lugares distantes, como Barretos ou Guarulhos. É inadmissível para o paciente que tem câncer, que está enfraquecido pela própria doença, ter que viajar”, afirma o oncologista.

Medina mostra em números a realidade discrepante. “Um terço dos casos de câncer pode ser prevenido, e mais um terço pode ser curado, desde que exista acesso, tratamento e exames adequados e diagnóstico mais precoce possível”, reforça. Cerca de 10 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo de câncer. “É mais do que aids, malária e tuberculose, juntos. Se a gente não fizer nada, em 2030 a mortalidade vai para mais de 13 milhões de pessoas. Aumentará quase um terço em oito anos”, alerta.

A origem dos problemas de equidade de tratamento está nas próprias diretrizes que regem as orientações de detecção precoce – a arma mais valiosa para cura do câncer. Há divergências de protocolo e diretrizes. “O Ministério da Saúde, pelo viés de custo, adota diretrizes diferentes. Segundo a American Cancer Society, a recomendação é fazer a mamografia depois dos 40 anos até os 70, anualmente. O Ministério da Saúde usa a diretriz de exames após os 50 anos e a cada dois anos”, exemplifica.

Na escala seguinte da linha de diagnóstico do câncer, as barreiras da rede pública também se erguem na comparação com o serviço privado. Medina observa que muitos dos especialistas da linha de frente de atendimento da saúde básica não recebem o devido treinamento para poder detectar precocemente casos de câncer. “Os médicos não têm uma formação adequada de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer.”

Esses profissionais, opina, deveriam ser treinados a detectar mais rapidamente os sinais do câncer. “Hoje temos conhecimento de uma série de sintomas indicativos do câncer. Por exemplo, ferida que não cicatriza há mais de 15 dias, uma rouquidão por mais de 15 dias, qualquer nódulo pelo corpo, dificuldade de engolir, alteração do hábito intestinal. São todos sinais importantes que devem ser levados a sério a fim de possibilitar uma detecção precoce do câncer”, diz Medina.

Já na fase de tratamento, a lacuna se torna ainda maior para os pacientes oncológicos sem acesso a planos privados de saúde. Terapia alvo-dirigida, imunoterapia e mapeamento genético, atualmente os principais recursos de êxito na cura de muitos tipos de câncer, não são opção para os pacientes do SUS. “Hoje temos tumores tratados exclusivamente com imunoterapia e com terapia alvo, como por exemplo o melanoma e tumor renal, só que esses tipos de tratamento não existem no SUS”.

Orientação

Apenas a equidade, que inclui orientação, facilidade de acesso ao diagnóstico e de tratamento, será capaz de trazer prognósticos melhores à grande maioria dos pacientes oncológicos do país, acredita Medina. “Na maioria das vezes, o diagnóstico é tardio por falta de programas de prevenção adequados. É preciso direcionar o público, de uma maneira geral, às ações de prevenção. E permitir que todos tenham acesso às melhores técnicas e tratamentos, não somente a pequena parcela que pode pagar um plano de saúde”.

 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Hospital de Base de Rio Preto amplia em 117% atendimento a pacientes com câncer


 04/02/2022

Esta sexta-feira (4), Dia Mundial de Combate ao Câncer, os mais de 30 profissionais do Serviço de Oncologia do Hospital de Base (HB), de São José do Rio Preto (SP), têm resultados a comemorar na luta contra a doença. Um dos maiores centros oncológicos do Estado de São Paulo, o HB conseguiu aumentar em 117% a média mensal de consultas em apenas seis anos e adotou uma série de medidas e procedimentos que aceleraram o atendimento e o tratamento, o que é fundamental para ampliar a chance de vencer o tumor.

“O tempo é determinante no combate ao câncer. Quanto mais cedo adotarmos as ações necessárias, maior a probabilidade de curarmos nosso paciente. Esta é principal objetivo de todos os nossos profissionais”, afirma o médico oncologista Daniel Vilarim Araújo, diretor técnico do Serviço.

Em 2015, o Hospital de Base realizou 527 consultas, em média, por mês, total que saltou para a média de 1.145 consultas mensais, em 2021. Com a pandemia da Coronavírus, o Serviço de Oncologia inclusive incorporou a telemedicina. Em 2020, foram 175 teleconsultas e, no ano passado, 160.

Para tornar o atendimento e tratamento ainda mais eficazes e com maior resolutividade, o Hospital de Base fará grandes investimentos na oncologia. O hospital receberá um novo acelerador para se juntar ao outro na radioterapia e construirá uma sala cirúrgica inteligente, dotada de equipamentos de alta tecnologia, tudo viabilizado com recursos do governo federal.

“A tecnologia é aliada essencial no tratamento oncológico, porém, tudo depende da rapidez com que o conduzimos”, ressalta Dr. Vilarim. É o que Hospital de Base tem conseguido. Do momento em que busca atendimento, o paciente tem a primeira consulta em, no máximo, 10 dias, mesmo tempo em que são realizados o exame de estadiamento do momento em que o médico solicita. Na radioterapia, a triagem de casos urgentes ocorre em até 24 horas.

Quando diagnosticado o câncer, o paciente não quer perder tempo para iniciar o tratamento quimioterápico. Ciente desta expectativa, a equipe do Serviço fixou como meta começar, no máximo, em sete dias após o oncologista indicá-lo. “Felizmente, a maioria dos pacientes tem iniciado a quimioterapia 2 a 3 dias depois da consulta médica”, afirma o diretor técnico.

A eficácia e a rapidez do atendimento são possíveis também porque o Serviço de Oncologia do Hospital de Base de Rio Preto conta com uma das maiores equipes do interior paulista. Concentra 11 médicos oncologistas, 10 residentes oncologia clínica, 4 hematologistas, 15 residentes hematologia geral, 2 radioterapeutas, além de contarem com o apoio de médicos, cirurgiões e todos os profissionais da saúde do hospital.