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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Estudo vai recrutar 1.200 mães para identificar impactos da gestação precoce


 06/05/2022

Na faixa etária até os 19 anos de idade, a gravidez é considerada de alto risco para as gestantes, fetos e recém-nascidos. Mais do que uma questão de saúde física, essas gestações impactam no agravamento de problemas sociais, biológicos e psicológicos das mães, sendo a gravidez na adolescência um grande desafio não só à saúde pública, mas à sociedade. Segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC, 380 mil filhos de mães adolescentes (até 19 anos) nasceram no Brasil em 2020.

Neste ano, o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), deu início ao projeto Adolescentes Mães – O impacto da gravidez precoce. A iniciativa – em parceria com o Ministério da Saúde e desenvolvida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) – recrutará, nas cinco regiões do Brasil, 1.200 participantes: mães adolescentes (até 19 anos), mães adultas (idade entre 20 e 30 anos incompletos) e seus filhos. O objetivo é comparar o perfil e o impacto biopsicossocial das mães adolescentes em relação a mães adultas, com enfoque maior nos casos de ansiedade e depressão. O projeto também se propõe a desenvolver vídeos, podcasts e cartilhas informativas sobre educação abrangente em sexualidade responsável visando a conscientização da população.

Para o médico líder do projeto, Tiago Chagas Dalcin, os resultados, que devem ser divulgados no segundo semestre de 2023, serão de grande valia para o Sistema Único de Saúde (SUS). “O foco da pesquisa é a avaliação do impacto da gestação na saúde da adolescente e também no desenvolvimento do seu filho. É uma questão muito complexa que precisa ser melhor avaliada no Brasil. O impacto de uma gestação em uma adolescente é diferente de uma mulher que teve gravidez na vida adulta. Iremos medir também os impactos das gestações do ponto de vista econômico para o SUS. Os resultados serão valiosos para a saúde, uma vez que servirão de base à formulação de novas políticas públicas, já que a gravidez precoce é acompanhada por diversas mudanças sociais – como o aumento da mortalidade infantil, pobreza e abandono dos estudos”.

O especialista salienta que “há uma estreita relação entre a educação e a gravidez precoce no Brasil. Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) demonstram maior frequência de gravidez em adolescentes de 15 a 19 anos sem escolarização do que naquelas com 9 a 11 anos de estudo. Por esse motivo, o trabalho educacional é necessário para a conscientização e, consequentemente, para a redução da taxa de natalidade por adolescentes no país”.

O projeto também oferecerá capacitação aos profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil por meio de um curso com 20 horas de aulas na modalidade de Educação a Distância (EAD). Além disso, disponibilizará materiais educativos desenvolvidos por especialistas do Hospital Moinhos de Vento, em formato digital, para livre acesso.

 


quarta-feira, 11 de maio de 2022

Artigo – Hospitais digitais: quais os desafios para se tornarem realidade no Brasil?


 06/05/2022

A TI vem se tornando core business em todos os segmentos de negócios, circunstância impulsionada significativamente pela pandemia. Em 2019 e 2020, o mundo corporativo passou pelo desafio da sobrevivência e, consequentemente, pela necessidade de transformar e se reinventar. A área da saúde, em especial, precisou acelerar para se adequar a uma grande transformação digital, tema que não recebia tanta prioridade antes dessa crise global.

A mudança para o mundo digital, no entanto, é mais complexa do que parece. Não se trata somente de trocar o papel pelo computador, mas sim, depende de uma transformação cultural envolvendo todas as fases do processo de atendimento, desde a entrada do paciente na recepção do hospital, passando por todo ciclo assistencial, até chegar ao faturamento e ao departamento financeiro da instituição. Além disso, os processos e as integrações entre sistemas internos e externos precisam respeitar os preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Uma das principais barreiras para que a digitalização avance com mais velocidade está ainda no pouco entendimento das instituições de que a tecnologia é base para os seus negócios e o quanto ela pode impulsionar um serviço de excelência.

Em ambientes que dispõem de uma alta gama de dados sendo processados diariamente e com dezenas de atividades ocorrendo simultaneamente, os softwares se tornam essenciais para a execução eficiente em tarefas cotidianas, reduzindo o volume de trabalhos manuais e por consequência o custo, permitindo o monitoramento de todas as áreas de forma integrada, agilizando tarefas, eliminando glosas e retrabalho, entre outros fatores importantes para o bom funcionamento do negócio, permitindo que os profissionais de saúde possam se concentrar no que, de fato, é mais importante: o cuidado com o paciente.

Atualmente, já é perceptível um movimento de aceitação do setor referente a adoção de tecnologias, porém ainda muito tímido. Pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas, mostra que os gastos e investimentos em tecnologia na saúde somam apenas 4,5% do mercado. O levantamento foi realizado em parceria com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que representa 56% dos leitos dos hospitais privados.

Mas, mesmo que timidamente, a pandemia impulsionou e acelerou diversos processos com plataformas que precisaram ser adotadas rapidamente pelo setor. A telemedicina ou teleatendimento, por exemplo, cresceu muito desde 2020. É um caminho sem volta. De acordo com dados da Saúde Digital Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital), entre 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões de atendimentos foram realizados, por mais de 52,2 mil médicos, via telemedicina no Brasil. A modalidade colabora para a humanização do atendimento médico, estreitando o vínculo entre o profissional e o paciente, essa proximidade vem impactando positivamente para uma medicina mais preventiva e ajudando a reduzir o número de internações e consultas físicas em hospitais e unidades de pronto atendimento. Como consequência, as operadoras de planos saúde também arcam com menores custos de exames e procedimentos muitas vezes desnecessários.

Outra tendência chegando com força é a interoperabilidade de dados, que permite que o médico tenha no momento do atendimento todas as informações do histórico clínico do paciente, incluindo exames e laudos, mesmo que os atendimentos anteriores tenham sido realizados em outras instituições. As barreiras nesse caso vão além da tecnologia, uma vez que diferentes instituições de saúde teriam que compartilhar suas informações com redes concorrentes, contudo uma vez que o paciente é dono dos seus dados, ele pode ser o elo para uma interoperabilidade mais fluída, através de tecnologias que o permitam ter armazenado seu próprio histórico clínico e compartilhá-lo com as instituições que desejar.

Atenta a necessidade de transformações do setor, a indústria de softwares e tecnologia para saúde vêm impulsionando a construção de ferramentas inovadoras que possam simplificar e aperfeiçoar ainda mais a saúde no Brasil. O que se almeja é que hospitais e outras instituições de saúde possam se adequar ao novo momento atendendo um maior número de pacientes preventivamente, que sejam mais inclusivos (atendendo também à longas distâncias com a telemedicina), que possam trazer melhorias com a redução de custos e outros benefícios, que sejam preparados para adversidades como o caso do Coronavírus, e que possam, assim, salvar mais vidas.

Em conjunto todos somos mais fortes. Com o esforço da indústria de tecnologia aliado ao engajamento das instituições de saúde em relação às mudanças necessárias, o sistema de saúde do Brasil de fato trilhará um caminho promissor em prol do bem-estar dos pacientes e de uma saúde cada vez mais digital.

Andrey Abreu é Gerente de Sistemas da MV

terça-feira, 10 de maio de 2022

Centro Avançado em Saúde será primeira unidade de hemodiálise de Timóteo (MG)


 06/05/2022


A Fundação São Francisco Xavier, entidade beneficente de assistência social, vai inaugurar, em breve, o Centro Avançado em Saúde, primeira Unidade de Hemodiálise da cidade de Timóteo, no Vale do Aço. O foco será o atendimento humanizado, já consolidado nas unidades da FSFX. Para atender os pacientes renais crônicos, foram investidos cerca de R$ 10 milhões em infraestrutura, maquinário, tecnologia de ponta e pessoal. O prédio, de 1450 m², está localizado no bairro Timirim (em frente ao Hospital e Maternidade Vital Brazil – HMVB) e atenderá, também à microrregião de Coronel Fabriciano.

“Estamos felizes em trazer para a população esse tipo de atendimento de alta complexidade. O investimento faz parte do nosso compromisso social em ofertar atendimento humanizado e serviços de saúde de excelência em todas as regiões onde atuamos”, comemora Salvador Prado Júnior, presidente da Fundação São Francisco Xavier.

Infraestrutura

A Unidade de Hemodiálise tem previsão de inauguração nos próximos dois meses. A estrutura conta com 35 cadeiras de diálise e tem capacidade para atender até 205 pacientes. Uma equipe multidisciplinar, formada por cerca de 60 profissionais diretos e indiretos, está em processo de contratação para o atendimento à população, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente social, nutricionistas, psicólogos, auxiliar administrativo, auxiliar de higienização e equipe de segurança.

Essa nova Unidade de Hemodiálise traz um novo momento da saúde para o Vale do Aço. “Estamos fazendo parte dessa história e isso nos orgulha muito. Agora os pacientes da região terão acesso a um tratamento, tão delicado e complexo, na sua cidade, sem precisar se deslocar três vezes por semana para outro município. O paciente ganha em segurança, conforto e qualidade de vida”, pondera Salvador.

Habilitação

No dia 25 de abril, a Portaria de nº 935, do Ministério da Saúde, habilitou o Centro Avançado em Saúde como Unidade de Atenção Especializada em Doença Renal Crônica (DRC), que contempla serviços de atendimentos de hemodiálise, diálise peritoneal e nos estágios 4 e 5 (pré-dialítico).

Alessandra de Sousa Andrade MartinsCoordenadora de Assistência do Hospital e Maternidade Vital Brazil, explica que, para conseguir essa habilitação, a unidade passou por vistorias onde foram verificadas as condições de infraestrutura, tratamento da água e composição da equipe de atendimento. “Atendemos todas as resoluções do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Com a autorização de funcionamento, estamos aptos a atender com eficiência aos pacientes renais crônicos que necessitam de hemodiálise”, completa.

 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Hospital LifeCenter inaugura estrutura focada em cuidado especializado


06/05/2022


O Hospital LifeCenter, Unidade referência em Minas Gerais, que faz parte da NotreDame Intermédica, acaba de receber um novo espaço dedicado ao atendimento com foco no cuidado especializado. Pensado como um ambiente modelo, o novo Centro de Especialidades do Hospital LifeCenter oferece aos pacientes atendimento ambulatorial em 20 especialidades.

A NotreDame Intermédica, que chegou em Minas Gerais em 2020, segue com o seu plano estratégico de oferecer mais opções de saúde de qualidade aos mineiros com a entrega desta Unidade de 860 metros quadrados. Resultado de um investimento total de R$ 4.4 milhões, o Centro de Especialidades do LifeCenter conta com equipamentos de última geração e instalações que proporcionam a melhor experiência para os pacientes e acompanhantes. Ao todo, o espaço possui 21 consultórios, brinquedoteca, fraldário, lanchonete, cafeteria e espaços amplos para proporcionar um acompanhamento com maior comodidade e conforto para os clientes. O atendimento ambulatorial é realizado em 20 especialidades: Anestesiologia, Angiologia, Bucomaxilo, Cardiologia, Cirurgia Geral, Plástica e Vascular, Clínica Médica, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Ginecologia, Hepatologia, Neurocirurgia, Neurologia, Neuro radiologia, Oncologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia e Urologia.

De acordo com o diretor médico do LifeCenter, Nielsen Christian Gonçalves Ribeiro, o Centro de Especialidades chega para agregar ainda mais excelência a um dos melhores complexos hospitalares do País. “Com a inauguração do Centro de Especialidades, o hospital que já é uma referência em saúde para os mineiros, torna-se uma Unidade completa com foco no atendimento integral: do serviço médico de urgência e emergência ao cuidado especializado”, explica.

“O atendimento médico especializado é o mais eficaz em termos de diagnóstico e tratamento das mais variadas doenças. Ter um espaço como esse, que reúne um renomado corpo clínico em uma estrutura de ponta, capaz de atender pacientes nas principais especialidades médicas, é concretizar o propósito da NotreDame Intermédica de oferecer o que há de melhor em prestação de serviços médicos”, conclui.

O Centro de Especialidades está localizado no andar LifeCenter nível Lojas, com acesso direto pelo estacionamento. Para saber mais sobre a estrutura, horário de atendimento e agendamento de consultas online, basta acessar o portal do hospital. Sobre os planos disponíveis na rede NotreDame Intermédica Minas, faça a consulta aqui.

Notredame IntermédicaMinas – Centro de Especialidades Hospital LifeCenter

Endereço: Avenida do Contorno, 4.747 – andar Lifecenter nível Lojas – Funcionários – Belo Horizonte (MG)

Agendamentos de consultas online: clique aqui

Agendamento por telefone: (31) 3279-2222

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 7h às 19h

Informações: GNDI Minas


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Hospital com 100% de atendimento SUS em Itabira tem alto índice de satisfação de pacientes em seis anos


 05/05/2022

Quem busca atendimento médico de qualidade pelo Sistema Único de Saúde, em Itabira, no leste de Minas Gerais, tem destino certo: o Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC). Recentemente, a unidade hospitalar completou seis anos sob a gestão da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), entidade beneficente de assistência social. Referência para mais de 225 mil habitantes, dos 12 municípios da microrregião de Itabira, pesquisa realizada pela FSFX apontou que 82,26% dos entrevistados estão satisfeitos com o atendimento recebido na unidade, alcançando números superiores a hospitais de grandes centros.

“Desde que assumimos a administração do Hospital Municipal Carlos Chagas, a Fundação São Francisco Xavier (FSFX) vem promovendo um modelo de gestão marcado pelo atendimento humanizado e acolhedor. Além disso, estamos sempre atentos às inovações do mercado, com objetivo de trazer melhorias de processos e de assistência à saúde”, comenta Salvador Prado Júnior, presidente da Fundação São Francisco Xavier.

Com 100% do seu atendimento destinado a pacientes SUS, o HMCC é um hospital geral, com atendimento nas áreas de média complexidade, ambulatório, internação, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico, maternidade, tratamentos de hemodiálise de agudos e serviços de diagnóstico. A unidade hospitalar possui 98 leitos.

Entre as especialidades médicas oferecidas na unidade estão: clínica médica, cirurgia geral e pediátrica, anestesiologia, cardiologia, gastroenterologia, proctologia, angiologia, neurologia, ortopedia, reumatologia, hematologia, terapia intensiva, colonoscopia, radiologia, ecocardiografia e oftalmologia.

Reconhecimento

Com modelo de trabalho focado nas pessoas, equipe capacitada e investimentos em tecnologia de ponta, o Hospital Municipal Carlos Chagas é reconhecido por instituições ligadas à saúde. O HMCC se destacou mesmo em momentos mais desafiadores, a exemplo do plano de ação para a Covid-19. A instituição foi uma das três do Brasil a receber, em 2021, o reconhecimento do Programa “Além do Dever para Covid-19”, pela Federação Internacional de Hospitais, certificação concedida a hospitais a mais de 100 hospitais de 28 países.

“Esse reconhecimento é uma demonstração de que estamos no caminho certo. Nossos profissionais, mesmo em momentos tão difíceis como a pandemia, sempre estiveram ao lado dos pacientes. A relação médico paciente é primordial, e, por isso, o acolhimento é fundamental para o processo de recuperação das pessoas”, pontua a gerente executiva do HMCC, Andrea Maria de Assis Cabral.

Novidades

A população de Itabira contará com um posto de coleta de sangue do Hemominas no Hospital Municipal Carlos Chagas. A novidade foi anunciada em março deste ano, através de um Termo de Cooperação/Plano de Trabalho, assinado pela Prefeitura Municipal. A expectativa é aumentar o banco de sangue e outros componentes do sangue, trazer mais segurança e melhoria das condições para os doadores de Itabira e cidades vizinhas.

A meta é atender 2.400 candidatos à doação de sangue e coletar 1.920 bolsas por ano, com a cooperação da Fundação Hemominas, responsável pelas atividades administrativas e técnico-científicas para o funcionamento do banco de sangue no município.

Acolhimento

Moradora do bairro Gabiroba, em Itabira, a assistente de negócios, Dayanne Lopes Ferreira Madeira, 35 anos, é só elogios à nova gestão do Hospital Municipal Carlos Chagas. Há cinco anos, ela deu à luz ao seu filho, Theo, na maternidade do Hospital e lembra que ficou encantada com o atendimento. “Tudo foi perfeito, as consultas foram todas nos consultórios da maternidade do HMCC. Tive uma gestação muito tranquila e fui muito bem acompanhada. Com a nova administração, o hospital melhorou 100%. A gente tem muito a agradecer”.

Recentemente, o filho de Dayanne precisou passar por uma cirurgia, também realizada no HMCC. “É um sentimento de gratidão. Toda a equipe foi muito atenciosa comigo e meu filho. A gente se sente acolhida. Me deixaram tranquila em todo o processo, desde as consultas, o pré-operatório e no dia da cirurgia. Os profissionais do hospital são maravilhosos”, conclui.

 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Hospital Unimed Ribeirão Preto utiliza laser em cirurgia de tumor cerebral


 04/05/2022


A utilização de técnicas minimamente invasivas, como o laser, sinaliza avanços positivos nas neurocirurgias. Além do da redução do tempo cirúrgico e de internação, a técnica proporciona a extração de tumores com muito mais precisão e segurança. No Brasil, terapias com laser vêm sendo utilizadas há cerca de quatro anos. Em Ribeirão Preto (SP), no Hospital Unimed, no início do mês, uma cirurgia de alta complexidade de tumor cerebral usou a tecnologia no intraoperatório e foi considerada um sucesso. O procedimento foi realizado em uma mulher de 39 anos, que após quatro dias obteve alta médica e está em casa se recuperando sem nenhuma sequela.

A intervenção cirúrgica foi comandada pelo neurocirurgião Breno Nery e contou com a participação de uma equipe composta por mais um neurocirurgião, anestesistas e um neurofisiologista. Segundo o médico, trata-se de um caso complexo de tumor cerebral na base do crânio, conhecido como Meningioma do Forame Magno, localizado na transição entre a cabeça e a coluna cervical. É uma patologia rara, que representa um dos mais desafiantes tumores do sistema nervoso central em relação ao seu tratamento cirúrgico.

O médico Breno Nery explica que nesta região há estruturas importantes, desde vasos, como a artéria vertebral e cerebelar inferior posterior (da cabeça), até nervos cranianos baixos. “É uma região com muitos nervos. Se há uma lesão durante a cirurgia, o paciente pode ficar com sequelas grandes como rouquidão e dificuldades para engolir e respirar”, explica.

Para a remoção do tumor no pré-operatório, foi realizada uma embolização, ou seja, a retirada de toda a vascularização do tumor para que ele sangrasse menos. Dessa forma, a equipe médica conseguiu ter uma visão correta da anatomia da região para, então, utilizar o laser. “Com o laser foi possível destruir a célula tumoral de maneira extremamente precisa, sem atingir nenhum nervo da região”, destaca o neurocirurgião.

Normalmente, em uma operação desse porte uma equipe médica leva em torno de 8 a 10 horas para concluir a extração de um tumor. Neste procedimento, com uso do laser, o tempo da microcirurgia foi em torno de 1h20 e a cirurgia total levou 3 horas e meia. “É uma intervenção que se torna muito menos perigosa, mais precisa e que é possível destruir a célula com grande facilidade. Com o uso do laser, junto com o aspirador ultrassônico, é possível a remoção muito mais rápida e segura”, avalia o médico, destacando que, neste tipo de tumor, é muito difícil extrair sua base de implantação porque é necessário cortar regiões que não podem ser manipuladas. “O uso da tecnologia permitiu um menor tempo cirúrgico e minimizou as possíveis sequelas da paciente, que teve alta médica em cinco dias após a cirurgia”, completa Nery.

De acordo com o médico, em cirurgias de base de crânio o paciente geralmente fica internado durante duas semanas, por conta da necessidade do uso de sonda no período pós operatório. Em alguns casos, são necessários, também, alguns procedimentos como a traqueostomia.

O uso de laser

A tecnologia do raio laser – luz monocromática que concentra um feixe de luz de alta intensidade direcional e coerente – vem colaborando de forma bastante positiva no processo de retirada de tumores em áreas perigosas, pois possui propriedade especiais que o transformam em um poderoso instrumento de uso científico. Com a técnica, a temperatura da célula tumoral é elevada de uma forma tão intensa que ela desidrata e morre.

 

terça-feira, 3 de maio de 2022

Artigo – 6 tendências da telemedicina no Brasil em 2022


 02/05/2022

Recentemente, completamos dois anos desde que a lei que autoriza a prática de telemedicina no Brasil foi aprovada pelo congresso. A legislação foi uma resposta à alta demanda por atendimentos à distância, a fim de cumprir as orientações de distanciamento social impostas pela pandemia do Covid-19. Mas, será que a telemedicina no Brasil continuará em alta mesmo após a pandemia?

Com a crescente adoção do modelo entre os pacientes, médicos e seguradoras de saúde, a demanda por serviços de telemedicina, que já apresentava expressivo crescimento, certamente, continuará aumentando em 2022 e nos anos seguintes. Segundo estudos recentes realizados pela Global Market Insights, a telemedicina deve movimentar US$ 131 bilhões até 2025. O dado reflete como este mercado segue em ascensão e se consolida como uma categoria fundamental para todo o ecossistema da saúde, fomentando, inclusive, outros setores que tenham relação direta com o uso de tecnologias neste segmento. Diante deste cenário, relacionamos as seis principais tendências para a telemedicina no Brasil, em 2022, a fim de salientar a importância dos investimentos em tecnologias disruptivas para o desenvolvimento da área da saúde.

1 – Aumento contínuo na demanda por cobertura de telemedicina

Diante destas transformações, muitas pessoas passaram a enxergar a telemedicina como uma primeira linha de cuidado, com boa relação de custo x benefício para doenças de menor risco, bem como para consultas de acompanhamento. Como resultado, em 2022, teremos empresas de planos de saúde colaborando com provedores para ampliar o acesso a este modelo de cuidado, aumentando, por exemplo, o investimento em tecnologias que sejam necessárias para oferecer o suporte adequado às consultas, como plataformas audiovisuais, sistemas para integração de prontuários, plataformas de receitas digitais e ferramentas de suporte à decisão clínica.

1.         Incentivo aos médicos e pacientes por meio do plano de saúde

As rápidas mudanças de hábito provocadas pela pandemia continuarão em ritmo de crescimento após a crise e ganharão a adoção predominante da sociedade. Neste sentido, à medida que os programas de reembolso se expandem, os médicos serão incentivados a explorar novas maneiras de utilizar a telemedicina para cuidar de quadros médicos mais complexos (como diabetes), idosos com mais de 65 anos e aqueles que, tradicionalmente, não têm fácil acesso a cuidados de saúde de qualidade.

Atualmente, os planos de saúde já oferecem aos usuários, médicos e provedores de serviços alternativas para consultas virtuais ou presenciais, a partir da rede assistencial, conforme aponta a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

1.         Crescimento das indústrias adjacentes da telemedicina

Conforme a demanda por telemedicina cresce, o mesmo acontece com os periféricos e dispositivos necessários para oferecer suporte a estes serviços. Plataformas de telemedicina e ferramentas que transmitem os dados do paciente ao médico (in-home monitoring), por exemplo, também se tornarão um grande negócio em um futuro próximo.

Além das consultas virtuais individuais, entre médicos e pacientes, a telemedicina expandiu-se para modelos diretos ao consumidor, como entrega em domicílio de prescrições e dispositivos médicos de uso doméstico. Desta forma, a demanda dos pacientes também está impulsionando o crescimento da telemedicina, uma vez que as instituições de saúde buscam ampliar ou aprimorar, cada vez mais, os serviços de telemedicina, com enfoque nas expectativas e na experiência do paciente.

1.         Maior integração de Inteligência Artificial

Outra ferramenta que tem se destacado e ganhado força nos mais diversos setores econômicos e sociais é a Inteligência Artificial (IA). No setor de saúde, podemos imaginar, no futuro, a IA sendo utilizada por médicos para elaborar planos de cuidado com base em vários data points e projeções. Afinal, a IA pode contribuir na redução do potencial de erro no atendimento ao paciente internado, agilizar a entrada de pacientes por meio de chatbots, questionários de triagem iniciais e outras ferramentas, reduzindo, assim, as filas de espera online e ajudando os médicos a realizar a triagem dos pacientes com mais eficiência e agilidade.

1.         Necessidade de maior diligência na segurança cibernética

No atual cenário tecnológico, qualquer estratégia de telemedicina deve considerar a segurança cibernética. O setor de saúde é um dos grandes alvos dos cibercriminosos, devido à grande quantidade de dados sensíveis de pacientes coletados e armazenados. Neste sentido, veremos, a partir de agora, um foco significativo em ações que tenham como objetivo garantir a segurança dessas informações.

Em vigor no Brasil desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exerce exatamente a função de proteger os dados pessoais e garantir que as empresas respeitem suas determinações. Neste contexto, será cobrada uma responsabilidade ainda maior das instituições de saúde com relação ao controle e a segurança dos dados dos pacientes – incluindo dados em trânsito.

1.         Tecnologia de suporte à decisão clínica otimiza as consultas via Telemedicina

A inovação e o aprendizado contínuo são mais do que mandatórios neste momento. A medicina baseada em evidência e o acesso a dados e informações confiáveis emergem como importantes agentes para os próximos anos e auxiliam na otimização das consultas via telemedicina.

Além disso, a uniformização de protocolos clínicos e a disseminação de conteúdos baseados em evidências entre todos os profissionais é sempre um grande facilitador. Nesse contexto, é importante oferecer nas consultas virtuais o suporte adequado para que o profissional de saúde possa acessar conteúdos de qualidade e atualizados sobre sua especialidade e outras informações que julgar necessárias, mas, sempre, considerando a decisão diagnóstica de acordo com a expertise profissional.

A aceitação e a utilização da telemedicina foram aceleradas por necessidade, nos últimos anos. Entretanto, a tendência é que a crescente busca por consultas médicas virtuais siga aquecida e se desenvolva de forma orgânica nos próximos anos. Para que isso seja possível, é fundamental que o investimento em tecnologias como as citadas anteriormente seja proporcional à demanda apresentada pelo modelo de teleconsultas, garantindo um crescimento equivalente e o desenvolvimento simultâneo destes dois segmentos.



Natália Cabrini é Diretora de Estratégia de Mercado e Vendas, da Wolters Kluwer, Health para América Latina