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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Outubro Rosa: Arte e solidariedade definem campanha do Hospital Evangélico

20/09/2022


Como parte das celebrações do movimento “Outubro Rosa”, o Hospital Evangélico de Belo Horizonte (MG) vai lançar, no próximo mês, a campanha “Um Toque de Arte Muda o Quadro”, criada para captar recursos que serão direcionados para o Centro de Oncologia, que funciona em seu Complexo de Serviços de Saúde, em Betim. Atualmente o setor atende 1.415 pacientes de Betim e de cidades do entorno via Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa visa possibilitar a execução de dois projetos. O primeiro é a ampliação do atendimento, por meio de uma nova sala de quimioterapia com capacidade para receber mais 80 pacientes. A unidade também precisa preparar a infraestrutura da sala que vai abrigar o novo mamógrafo, que deve chegar no início de 2023. Apenas essa segunda intervenção demanda aporte de R$ 700 mil.

A campanha do Hospital Evangélico é fruto do trabalho em conjunto dos setores de Comunicação, Imprensa e Cultura e de Captação de Recursos do Hospital Evangélico em parceria com a agência Melt Comunicação.  “A campanha “Um Toque de Arte Muda o Quadro” será mais uma iniciativa para que a instituição possa oferecer o melhor atendimento aos pacientes em tratamento de câncer. A ampliação da oferta do serviço e o novo mamógrafo são conquistas importantes para a comunidade que terá uma rede de atendimento mais robusta”, destaca a gerente de Marketing e Inovação, Rosepaula Aparecida Andrade Rodrigues.

A instituição tem outros projetos em curso como o “Troco Solidário”, em parceria com as lojas do Supermercados BH em Betim, com valores destinados para o Complexo de Serviços de Saúde, promoção de ações solidárias junto aos pacientes, sobretudo os mais carentes, e iniciativas que visam gerar redução de custos das unidades, por meio do recebimento de doações de insumos e materiais hospitalares e de gêneros alimentícios.

Em 2021, a área de Captação de Recursos arrecadou R$ 1,253 milhão. Para este ano, a meta é ampliar as parcerias com organizações e pessoas físicas, que também podem contribuir financeiramente para a sustentabilidade financeira da instituição filantrópica que atende 75% via SUS e 25% por meio de operadoras e saúde e particulares. Para saber mais, basta ligar (31) 4040-4940.

Lenços

A campanha foi inspirada no singelo ato da paciente Valéria Leandro da Silva, 41 anos, que está em tratamento oncológico desde maio de 2020 na unidade. Durante um atendimento psicológico, um dos serviços oferecidos, ela manifestou interesse em enviar um lenço de cabeça para a colega de tratamento Suelaine, que tinha feito a mastectomia radical no mesmo dia que ela.

A psicóloga Juliana Andrade fez a entrega. Tempos depois, o mesmo lenço foi passado para outra paciente que registrou o uso em fotos e enviou para a Valéria. “A gente sempre guarda um lenço. Eu quis passar para a Suelaine porque eu sabia que ela ia perder os cabelos por causa do tratamento, como eu já tinha perdido os meus. O afeto que recebemos é parte do tratamento e essa troca nos permite criar uma rede de apoio que é fundamental”, explica.

Por outro lado, a paciente destaca que o lenço é um adereço que recupera a auto estima da mulher porque ajuda a compor o visual/estilo e a driblar os olhares piedosos da comunidade. “Tem umas amarrações diferentes e muito bonitas que valorizam o rosto e a roupa”, ressalta.

Assim, o lenço, símbolo da campanha, foi transformado em obra de arte com estampas de aquarelas da artista plástica mineira Monica Bonilha, que pintou 30 figuras femininas inspiradas em mulheres que estão em tratamento oncológico. Entre as ações programadas está a realização de um leilão virtual das obras, para angariar recursos para os projetos.

HE – Instituição fundada há 76 anos, inicialmente como ambulatório, o Hospital Evangélico de Belo Horizonte engloba, além da Unidade Serra, mais 9 unidades de negócios em Belo Horizonte, Contagem e Betim. Em 2021, realizou mais de 1,368 milhão de procedimentos médicos pelo SUS, convênios e particulares, e é referência em atendimentos de nefrologia e oftalmologia para o SUS no Estado. Atualmente, a rede tem mais de 2,3 mil colaboradores.

 A Cura D'Alma




 

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Hospital Santa Teresa promove palestras sobre doação de órgãos (Setembro Verde)

21/09/2022


Hospital Santa Teresa promove palestras sobre doação de órgãos

Eventos abertos ao público acontecem na UNIFASE, Estácio de Sá e no HST

 

Uma longa fila de mais de 55 mil brasileiros aguarda a doação de um órgão para voltar a ter qualidade de vida. O número, composto por adultos e crianças, representa um crescimento de 45% de pacientes, quando comparado ao ano de 2019. Um dos principais impedimentos para o crescimento das doações no país é o desconhecimento das famílias. Por isso, o tema será levado ao público pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Teresa em três encontros abertos ao público nos dias 20, 27 e 28 de setembro.

 

“Falar sobre a importância da doação de órgãos é fundamental para salvamos milhares de vidas. Ao contrário do que muitos pensam, é a família que autoriza a doação, normalmente, respeitando uma vontade do paciente”, esclareceu o coordenador da CIHDOTT, Carlos Carneiro, que é coordenador de enfermagem no HST. Ele explicou também que o processo de seleção e confirmação dos potenciais doadores é extremamente criterioso. “O primeiro passo é ter o diagnóstico de morte encefálica confirmado por meio de dois exames clínicos, do teste de apneia e por método gráfico, como por exemplo o eletroencefalograma, obedecendo os critérios do Programa Estadual de Transplantes”, destacou o coordenador.

 

Para marcar o Setembro Verde, mês de sensibilização da doação de órgãos, o Hospital Santa Teresa, referência em captação na cidade, está promovendo três eventos abertos à comunidade. “Nosso objetivo é levar o tema para discussão das famílias. Por isso, este ano, vamos realizar encontros com estudantes em duas universidades para mostrar eles podem ajudar a transformar o cenário do transplante no país”, comentou Carlos Carneiro.

 

As palestras nas universidades terão o tema “Como os estudantes universitários podem contribuir para a melhoria do cenário de transplantes no país” e acontecem no dia 20, às 14h, na UNIFASE; e no dia 27, às 17h, na Universidade Estácio de Sá.

 

No Hospital Santa Teresa, o tema será discutido amplamente no dia 28, no salão nobre, a partir das 13h30. O evento, que também será aberto ao público, contará com a presença do médico Sandro Montesano, que falará sobre o Programa Estadual de Transplantes e sua atuação junto às CIHDOTT’s; e do médico Gustavo Fernandes Ferreira, coordenador do serviço de transplantes de Juiz de Fora. A psicóloga Jociane Gatto, coordenadora do setor de psicologia do HST, falará sobre o acolhimento familiar e os enfermeiros Thauan Pereira e Julio Barros apresentarão simulações de casos de morte encefálica. O evento também vai contar com os testemunhos das paciente transplantada Consuelo de Carvalho Leite e da triatleta transplantada Natanne de Oliveira.  

 

Equipe de Cardiologia do Hospital Santa Catarina realiza cirurgias inovadoras minimamente invasivas


 20/09/2022


Os hospitais têm investido cada vez mais em tecnologia e procedimentos minimamente invasivos, visando trazer mais segurança e qualidade, com uma recuperação mais rápida aos pacientes. Nesse aspecto, umas das especialidades mais beneficiadas é a cardiologia. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), são realizadas, por ano no Brasil, aproximadamente 95 mil cirurgias cardíacas. Este número, afetado pela pandemia da Covid-19, está retomando ao normal, com o auxílio de tecnologias que otimizam o trabalho do médico e aceleram a recuperação do paciente no pós-operatório, mesmo em casos mais graves. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 60 mil pacientes tiveram procedimentos de saúde suspensos ou adiados durante a Covid-19.

Com o propósito de garantir um retorno seguro aos hospitais, principalmente em pacientes que não podem ser submetidos a cirurgias tradicionais de tórax aberto, a equipe de cardiologia do Hospital Santa Catarina – Paulista têm optado pela realização de procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, com técnicas inovadoras. Recentemente, três cirurgias realizadas na Instituição se destacaram, devido à complexidade do quadro clínico, idade dos pacientes e técnicas empregadas.

Uma delas consistiu na instalação de dois stents com válvula para corrigir a insuficiência tricúspide de um paciente de 65 anos. Uma operação considerada rara no mundo, com pouco mais de 100 casos. Esses mecanismos visam impedir o retorno do sangue para a cabeça ou corpo.

Para o procedimento, os médicos optaram pela utilização da hemodinâmica, exame que identifica deficiências das válvulas e do músculo cardíaco. E utilizaram o equipamento Azurion, plataforma de terapia guiada por imagem com exibição 3D, que permite com que o médico observe simultaneamente a tomografia, o coração do paciente e a simulação do local onde a válvula será posicionada.

“Esse procedimento é reservado para pacientes de alto risco que já fizeram outras operações ou têm órgãos com problema. Entre os principais benefícios estão a rápida recuperação, em comparação com a cirurgia tradicional, que possibilita alta de 24 a 48 horas, e o fato dela ser minimamente invasiva. Somado a isso, o tempo de operação é menor, trazendo benefícios para o médico e o paciente”, afirma o Dr. Diego Gaia, cirurgião cardiovascular do Hospital Santa Catarina – Paulista.

Cirurgia robótica de grande porte

Também com foco na segurança e recuperação mais rápida do paciente, pela primeira vez, o Hospital Santa Catarina – Paulista realizou uma cirurgia cardíaca de grande porte utilizando o robô Da Vinci Xi, equipamento de última geração composto por quatro braços robóticos. A operação foi realizada em uma paciente de 72 anos com quadro de insuficiência cardíaca, causada por regurgitação tricúspide. A cirurgia consistiu na substituição da válvula responsável pelo controle do fluxo do sangue no coração, por uma prótese.

Segundo o médico, o Da Vinci Xi já é utilizado na Instituição, principalmente pelas especialidades da urologia, gastrenterologia e ginecologia, mas pela primeira vez foi utilizado em uma operação de grande porte para a cardiologia. “O objetivo da cirurgia robótica é reduzir a agressividade e a invasão. Na cirurgia convencional, por exemplo, é necessário abrir a barriga ou tórax do paciente. Com o robô, a mesma cirurgia é feita por meio de pequenos orifícios menores que 1 cm, no tórax, possibilitando a remoção da válvula defeituosa e a implantação da prótese”, explica Dr. Gaia.

Entre os principais ganhos para os pacientes estão o menor tempo de internação, assim como menor risco de sangramento e infecção, cicatriz menor e o retorno precoce às atividades. “A recuperação de um paciente que faz uma troca de válvula por robô costuma variar entre uma semana até 10 dias. Sendo que em uma cirurgia convencional, esse mesmo paciente precisa de 45 a 60 dias para retornar às atividades normais”, compara o cardiologista.

O robô Da Vinci Xi é controlado pelo cirurgião a partir de um console, colocado na sala cirúrgica. Para a operação, foi necessária uma equipe de sete pessoas, todas treinadas fora do Brasil. O Hospital Santa Catarina – Paulista possui uma das duas equipes no país com permissão para realizar procedimentos dessa escala.

Equipe instala MitraClip em paciente com mais de 100 anos

Outro destaque foi a realização de procedimento chamado MitraClip em um paciente com mais de 100 anos. O MitraClip é um dispositivo que corrige o vazamento da válvula mitral, unindo as partes defeituosas da mesma.

Introduzido a partir de um vaso sanguíneo localizado na virilha, o procedimento evita a necessidade de abertura do peito do paciente. Por isso, é indicado para enfermos que não podem passar por cirurgias mais invasivas.

Segundo o cirurgião cardiovascular do Hospital Santa Catarina — Paulista, Dr. José Honório Palma, o procedimento foi o primeiro no país realizado em um paciente com idade tão avançada.

“Por ser minimamente invasivo, o procedimento com o MitraClip tende a diminuir significativamente o período de recuperação dos pacientes, para 48 horas”, completa o Dr. Gaia.

A Cura D'Alma




segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Osteoporose: Doença silenciosa atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil

 


Osteoporose: Doença silenciosa atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil

No Dia do Ortopedista, especialista do Hospital das Clínicas Nossa Senhora da Conceição fala sobre tratamentos e prevenções da doença

O Dia do ortopedista, celebrado em 19 de setembro, visa mostrar a importância deste profissional capaz de diagnosticar e tratar doenças que afetem a locomoção, músculos, tendões, ossos e articulações do corpo humano. Sendo assim, o coordenador de ortopedia e traumatologia do Hospital das Clínicas Nossa Senhora da Conceição (HCNSC), Alex Sandro Martins, explicou como evitar a osteoporose e falou sobre seus principais tratamentos.

A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos enfraquecidos e predispostos a fraturas. Esta não possui cura, mas deve ser tratada a fim de evitar fraturas, dores crônicas, depressão e até perda da independência por parte do afetado.

̈¨A osteoporose é uma doença silenciosa, isto é, raramente apresenta sintomas antes que aconteça sua consequência mais grave, ou seja, uma fratura óssea. O ideal é que sejam feitos exames preventivos, para que ela seja diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas. Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Destas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur¨, explicou o ortopedista.

O médico explica que a prevenção da osteoporose deve ser iniciada ainda na infância através de uma alimentação saudável, rica em cálcio. Além disso, a prática constante de exercícios físicos e estar com as taxas de vitamina D em dia, também são fundamentais para evitar a doença.

¨ A Vitamina D é fundamental para nossa saúde, em especial para o fortalecimento ósseo. Como ela não está presente na maioria dos alimentos, temos que obtê-la através da exposição ao sol. Quando isto não for possível, é necessário fazer reposição através de suplementos vitamínicos¨, pontuou o especialista.

Segundo estudos, as mulheres possuem maior risco de desenvolver a enfermidade. Além disso, indivíduos de raça branca, pessoas miúdas, que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, pessoas com histórico de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticóides por longo tempo também são mais suscetíveis à doença.

¨Os nossos ossos recebem forte influência do estrogênio, um hormônio feminino, mas que também está presente nos homens, só que em menor quantidade. Este hormônio ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea.  Por este motivo, as mulheres são as mais atingidas pela doença, uma vez que, na menopausa, os níveis de estrogênio caem bruscamente. Com a queda, os ossos passam a se descalcificar e se tornam mais frágeis. De acordo com estatísticas, a osteoporose afeta um homem para cada quatro mulheres¨, disse Alex Sandro.                            

O ortopedista do HCNSC também ressalta que a absorção de cálcio diminui com a idade e lembra que o diagnóstico precoce pode ser feito pela medida da densidade óssea, através do exame de densitometria óssea.

¨Do ponto de vista farmacológico, temos duas classes de medicamentos para osteoporose. Os anti reabsortivos (anti-catabólicos), e os estimuladores da formação óssea (anabólicos)¨, completou.


InCor é eleito melhor hospital da área cardiológica do Brasil e América Latina

 

18/09/2022


O InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) foi eleito pelo terceiro ano consecutivo o melhor hospital da América Latina e do Brasil na área de Cardiologia e, pela segunda vez seguida, o melhor na área de Cirurgia Cardíaca em ranking da revista americana Newsweek.

Divulgado nesta quarta-feira (14), o ranking World’s Best Specialized Hospitals 2023, apresenta os 300 melhores hospitais de cardiologia e os 150 melhores de cirurgia cardíaca em todo o mundo. A nível mundial, o InCor se posiciona em 20º e 42º lugar nas mesmas especialidades respectivamente, ao lado de centros clínicos como Cleveland Clinic, Massachusetts General Hospital, Mayo Clinic, The John Hopkins Hospital e Duke University, entre outros.

“Obter este reconhecimento mundial é uma conquista que reflete o empenho e dedicação que mais de 3 mil colaboradores entregam à instituição. É um orgulho imenso fazer parte desta história e oferecer à população o melhor atendimento cardiológico do país e do continente”, afirma Dr. Roberto Kalil Filho, presidente do InCor e diretor da Divisão de Cardiologia Clínica.

Para o Prof. Dr. Fábio Jatene, vice-presidente e diretor da Divisão de Cirurgia Cardiovascular do Instituto, o InCor congrega sua excelência nos pilares institucionais: assistência, pesquisa, ensino e inovação. “É importante ver o InCor ocupar atualmente posição de grande destaque, conseguindo manter a excelência e qualidade desde o início da sua história, há 45 anos. Esse reconhecimento demonstra que estamos trilhando um caminho de liderança, resultado do esforço e dedicação de seus profissionais”, ressalta Dr. Fábio Jatene.

A Cura D'Alma




SETEMBRO AMARELO - Roda de conversa debate o suicídio

 

19/09/2022

Nos últimos dois dias, o salão nobre do Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, foi palco de uma discussão importante: a prevenção ao suicídio. No encontro, foi promovida uma roda de conversa que teve como tema “Os diferentes olhares sobre o atendimento a casos de tentativas de suicídio”. O público presente foi recebido em um ambiente intimista, preparado especialmente para sensibilizar os profissionais por meio da leitura dramatizada de um depoimento sobre a depressão.

 

Nas linhas confessionais, o sofrimento de 300 milhões de pessoas em todo o mundo foi relatado para mostrar que a depressão é uma doença séria, que precisa ser tratada. A esquete, apresentada pela assistente administrativa, Anna Beatriz Martins, serviu como pano de fundo para uma troca de experiências que contou com a participação dos médicos, Jayme Eduardo e José Carlos Baldelim Santiago Junior; a psicóloga Jociane Gatto, coordenadora do setor de psicologia do Hospital; o enfermeiro Rennan Basílio; a assistente da pastoral, Rosane Santa Rita e a cientista social, Andrea Moreli.

 

“Falar é parte do caminho para a cura e entrar no mundo de quem sofre é a melhor maneira de falarmos sobre o assunto”, declarou a psicóloga, explicando que a intenção foi trazer para a roda de conversa pessoas que tinham experiências diferentes relacionadas à depressão e ao suicídio.

 

“Eu sou a prova viva de que falar cura”, declarou Rosane Santa Rita no início de seu depoimento. “Quando falamos, os sentimentos saem de dentro de nós. Tive muita dificuldade para aceitar que estava doente. Achava que a depressão não podia me atingir até que os sintomas foram piorando: medo, choro, falta de apetite, muito sono e dores profundas que me traziam a sensação de infarto. Eu não entendia o que estava acontecendo até que aceitei iniciar o tratamento”, lembrou a assistente da Pastoral.  

 

“Ainda existe muito preconceito a pacientes com quadros depressivos, mas não podemos desqualificar a dor do outro. A doença mental não aparece nos exames, mas precisa de tratamento. Precisamos acolher e conduzir o paciente de forma adequada. Quanto mais cedo começamos o cuidado, mais chance de sucesso”, analisou Jociane, lembrando do Protocolo de avaliação de risco de suicídio do HST.

 

Segundo o médico José Carlos Baldelim, 70% dos adoecimentos mentais começam com traumas na infância: “É preciso abordar o trauma, falar da dor, porque ela começa pequena, cresce e devora a pessoa. A tentativa de suicídio é uma resposta mentirosa de um cérebro doente. A chegada ao Pronto Atendimento pode ser o último grito de socorro, por isso, é importante criar estratégias de condução e formar os profissionais para que possamos ser anjos na vida dos outros”, afirmou, destacando que a ansiedade e a depressão aumentam os riscos de desenvolvimento de outras doenças clínicas, como a hipertensão e o câncer.

 

“Nós, como profissionais de Saúde, precisamos ter muito cuidado com a abordagem aos pacientes com quadros de doenças mentais porque não sabemos a realidade vivida por eles. Desenvolver a escuta é muito importante, porque quando escutamos o paciente, conseguimos fazer o encaminhamento adequado. Precisamos olhar para esses pacientes sem julgamento”, comentou o enfermeiro Rennan Basílio, que também atua no atendimento pré-hospitalar no SAMU.

 

A cientista social, Andrea Moreli, que lançou recentemente o livro “Um dia podemos ser só lembranças – Suicídio e pensamentos suicidas em estudantes de Medicina”, destacou a importância de desmistificar o tabu sobre o suicídio. “Culturalmente, seguimos a lógica da produtividade e não nos permite ter tempo de pedir ajuda. Precisamos quebrar esse círculo cultural e aprender a olhar e ouvir as pessoas que estão no entorno. É tempo de significar o que acontece conosco. Gente faz bem para gente”, avaliou.  

 

Para a técnica de enfermagem Daiana Wepler o evento foi de grande valia: “É maravilhoso ver como somos privilegiados em trabalhar em uma instituição que se preocupa não somente em cuidar do paciente, mas também de todos nós colaboradores. É muito importante nos cuidarmos para cuidar do outro e termos um olhar de cuidado um para com outros”.

 

“De todos esses eventos que ocorrem no ano, o mais difícil de gerar empatia na minha opinião é o Setembro Amarelo, porque como a depressão é uma doença abstrata, as pessoas julgam de maneira preconceituosa, dificultando a empatia. Precisamos expurgar esses preconceitos para que possamos ajudar”, disse o supervisor de Hotelaria, Daniel Marinho de Vasconcelos. 

Super heróis e princesas invadem hospital para alegrar pequenos internos

18/09/2022


As atividades em homenagem ao Dia das Crianças começaram mais cedo para os pequenos pacientes das unidades pediátricas do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). Branca de Neve, Princesa Tiana, Cinderela, Jasmine, Bela, Naruto, Homem-Aranha, Homem de Ferro e Kakashi foram alguns dos personagens que alegraram o sábado das crianças e de seus familiares. A iniciativa do Instituto Moinhos Social, contou com a parceria da organização não governamental (ONG) República dos Heróis, que levou seus voluntários caracterizados com os personagens da Disney e da Marvel.

A líder do Instituto Moinhos Social, Monique Pimentel, destaca que ações como essa contribuem para a melhor experiência do paciente e sua estadia no hospital. “A iniciativa está dentro do propósito do Hospital Moinhos de Vento de cuidar de pessoas. Queremos transformar a vida de nossos pacientes para melhorar, sempre”, frisa. De acordo com Monique, hoje o Moinhos Social possui mais de 150 pessoas cadastradas no programa de Voluntariado, que atuam em projetos de educação, saúde, assistência, meio ambiente, cultura e esporte.

Essa é a terceira vez que a República dos Heróis leva alegria para as crianças internadas e seus familiares do Hospital Moinhos de Vento. “Em 2018, estivemos pela primeira vez e foi um sucesso. Voltamos em 2019 e foi emocionante. Hoje, somos mais de 30 pessoas e continuamos nos emocionando com essas ações”, contou o fundador e representante da República de Heróis, Alex Vieira Fontoura. Desde a sua fundação, a ONG já realizou mais de 400 atividades como a ocorrida neste sábado.

Instituto Moinhos Social

O Instituto Moinhos Social é uma iniciativa que consolida as ações sociais do Hospital Moinhos de Vento em áreas relevantes para o desenvolvimento da sociedade, em especial às pessoas mais vulneráveis. Lançado em dezembro de 2021, o IMS se baseia numa estrutura de gestão própria, com ações voltadas ao desenvolvimento social e econômico das comunidades. Atua nos eixos da educação, profissionalização, saúde, cultura, esporte, assistência social e meio ambiente.

A Cura D'Alma